Vírus chinês afetou tratamento de câncer no Brasil

Pesquisa aponta adiamentos e atrasos no diagnóstico de câncer em todo o País, segundo instituto Oncoguia
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Para as entidades de saúde, a pandemia de coronavírus ainda não acabou | Foto: ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL
Para as entidades de saúde, a pandemia de coronavírus ainda não acabou | Foto: ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL

Pesquisa aponta adiamentos e atrasos no diagnóstico da doença em todo o País, segundo instituto Oncoguia

Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de covid-19 do Complexo Esportivo do Ibirapuera | Foto: ROVENA ROSA/AGÊNCIA BRASIL

O tratamento e o combate ao coronavírus em todo o Brasil trouxe uma preocupação adicional aos hospitais e profissionais de saúde: o atendimento à outras doenças igualmente ou mais graves que a covid-19.

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Mais: confira os dados do coronavírus

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Oncoguia, houve atraso no diagnóstico e a interrupção do tratamento de casos de câncer. Isso por conta do direcionamento de recursos de saúde para combater o vírus chinês. Situações que, segundo especialistas, podem contribuir para o agravamento da enfermidade.

De acordo com os dados do instituto, 43% dos 429 pacientes oncológicos do Instituto Oncoguia foram impactados pela pandemia. De acordo com estes pacientes, a interrupção dos tratamentos ou procedimentos foi decidido por clínicas e hospitais, unilateralmente. As alegações: necessidade de priorizar o atendimento a pacientes infectados pelo novo coronavírus; incertezas quanto ao risco de propagação da covid-19; falta de profissionais de saúde ou outros fatores associados à pandemia.

Entre esses pacientes que declararam ter sido afetados pela crise sanitária, 15% afirmaram que seus tratamentos tinham sido adiados. Dez por cento relataram que não conseguiam agendar consultas e 6% que seus tratamentos haviam sido cancelados, sem previsão de retorno. Os 12% restantes relataram diferentes efeito da pandemia sobre suas rotinas.

Resultados

Analisadas por regiões, as respostas indicam que os entrevistados da Região Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) foram mais impactados que a média nacional.

“Os resultados comprovam os relatos de suspensão e cancelamentos que vínhamos recebendo e, em parte, refletem o que foram os dois primeiros meses [da doença no Brasil]. Tudo virou de ponta cabeça. As pessoas tinham muito medo de sair às ruas e tivemos que nos organizar para compreender o real impacto do novo coronavírus nos hospitais”, disse a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

“Agora que já estamos vendo pessoas e serviços se reorganizando, modificando padrões e comportamentos e, pouco a pouco, retomando os tratamentos, estes dados servem de alerta para os gestores”, acrescentou Luciana, defendendo que hospitais devem informar seus pacientes sobre os protocolos de segurança adotados para garantir a integridade de todos. “Isso será importante para a reconquista da confiança.”

 

Com informações da Agência Brasil

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