O YouTube removeu mais de 800 vídeos do canal do influenciador Hítalo José Santos Silva, conhecido como Hytalo Santos, nesta quarta-feira, 13. Os dados, da plataforma de monitoramento SocialBlade, mostram que o canal passou de 807 para apenas cinco vídeos em um único dia.
As estatísticas mostram ainda que, nesta quinta-feira, 14, houve uma redução de quase 700 milhões no total de visualizações do canal — número que caiu de cerca de 1,6 bilhão para menos de 950 milhões.
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Os vídeos remanescentes são clipes musicais produzidos em parceria com artistas e hospedados nos canais desses músicos. Os registros também mostram que os conteúdos não foram excluídos, mas colocados como privados, o que possibilita sua reativação no futuro.
Na última terça-feira, 12, o canal registrou acréscimo de cerca de 10 mil inscritos. Apesar disso, desde o começo de agosto as estimativas de ganhos financeiros já apareciam zeradas, resultado da suspensão de monetização anunciada anteriormente pelo YouTube.
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YouTube já monitorava o canal de Hytalo Santos antes da decisão
A plataforma informou que a medida foi resultado de “uma longa análise” da equipe de moderação, motivada pela publicação de conteúdos que envolvem exposição e sexualização de crianças e adolescentes. “As ferramentas do YouTube já tinham identificado problemas com o canal de Hytalo Santos antes”, afirmou a empresa.
Em nota, o YouTube declarou que a segurança infantil é prioridade e que não permite “conteúdo que coloque em perigo o bem-estar emocional ou físico de menores, como material sexualmente explícito, atos perigosos, entre outros”. Segundo a empresa, apenas em 2024, quase 20 milhões de vídeos foram removidos globalmente por infringir a política de segurança infantil.

Na terça-feira 12, a Justiça da Paraíba atendeu a um pedido do Ministério Público e suspendeu as redes sociais de Hytalo. A decisão determinou o afastamento de crianças e adolescentes que participavam de seus conteúdos e proibiu que esses materiais recebessem recursos financeiros das plataformas.
Hytalo, que soma dezenas de milhões de seguidores nas redes sociais, é investigado pelo Ministério Público da Paraíba desde 2024 por suposta exploração de menores em conteúdos com conotação adulta. O influenciador digital nega as acusações e afirma que as gravações eram acompanhadas pelos responsáveis dos adolescentes.
Leia também: “A ousadia do crime organizado”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 243 da Revista Oeste









































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