A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta segunda-feira, 8, os seis filmes que disputam a vaga de representante do Brasil ao Oscar 2026. A escolha do título que tentará uma indicação à categoria de Melhor Filme Internacional será feita em reunião marcada para 15 de setembro.
A seleção reúne obras premiadas em festivais internacionais e nacionais. Entre elas está O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que recebeu o prêmio de Melhor Diretor em Cannes, além de Melhor Ator para Wagner Moura, o que o consolidou como favorito.
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Ser escolhido representante nacional não garante a indicação. Cada país envia um filme, mas cabe à Academia de Hollywood selecionar os finalistas que disputarão a estatueta. A cerimônia do Oscar será realizada em 15 de março de 2026.
No último Oscar, o Brasil foi representado por Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, drama biográfico estrelado por Fernanda Torres. O longa é baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, que conta a trajetória de Eunice Paiva durante o regime militar. A obra conquistou o prêmio de Melhor Filme Internacional e se tornou o primeiro título brasileiro a vencer essa categoria. Além disso, recebeu três indicações, inclusive a de Melhor Filme.
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Baby, de Marcelo Caetano
O longa apresenta a trajetória de Wellington, apelidado de “Baby” (João Pedro Mariano), recém-saído de um centro de detenção juvenil. Perdido nas ruas de São Paulo, ele conhece Ronaldo (Ricardo Teodoro), um garoto de programa que passa a guiá-lo pela sobrevivência em meio a relações de afeto e exploração. O filme participou da 63ª Semana da Crítica em Cannes e já acumulou prêmios em festivais nacionais.
Kasa Branca, de Luciano Vidigal
Inspirado em histórias reais, acompanha Dé (Big Jaum), adolescente da Chatuba, no Rio de Janeiro, que precisa cuidar da avó com Alzheimer em estágio terminal. Ao lado dos amigos Adrianim (Diego Francisco) e Martins (Ramon Francisco), ele busca oferecer afeto nos últimos dias da idosa. A obra venceu quatro categorias no Festival do Rio de 2024, inclusive Melhor Direção de Ficção e Melhor Fotografia.
Manas, de Marianna Brennand
Filmado na Ilha de Marajó, no Pará, retrata Marcielle (Jamilli Correa), menina de 13 anos que enfrenta a violência familiar e a falta de perspectivas. Com a partida da irmã mais velha, ela decide proteger a caçula e confrontar a engrenagem de abusos que domina sua comunidade. O longa venceu prêmios na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2024.
O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, é favorito à indicação ao Oscar
Ambientado no Brasil de 1977, acompanha Marcelo (Wagner Moura), professor que deixa São Paulo para tentar uma nova vida em Recife. Aos poucos, descobre que a cidade não é refúgio, mas palco de vigilância e tensões. O filme foi aclamado em Cannes, com prêmios para Moura e Mendonça Filho, e é considerado um forte candidato a chegar ao Oscar.
O Último Azul, de Gabriel Mascaro
A narrativa se passa em um Brasil distópico que exila idosos em colônias e busca priorizar a produtividade dos jovens. Tereza (Denise Weinberg), de 77 anos, recebe a ordem de abandonar sua casa na Amazônia e decide realizar um último desejo antes do exílio. O filme conquistou o Urso de Prata no Festival de Berlim de 2025 e abriu o Festival de Gramado do mesmo ano.
Oeste Outra Vez, de Erico Rassi
Inspirado no faroeste, mostra a rivalidade de Totó (Ângelo Antônio) e Durval (Babu Santana), dois homens abandonados pela mesma mulher, em um sertão goiano marcado por conflitos de honra e sobrevivência. A produção venceu o Kikito de Melhor Filme no Festival de Gramado em 2024 e tem recebido elogios pela atuação do elenco e pela força dramática.
Leia também: “Cabo X streaming: você já cortou seu cordão?”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 25 da Revista Oeste









































É muita pobreza cinematográfica.
Alguém aqui assistiu a alguma dessas imperdíveis e maravilhosas obras audiovisuais brasileiras listadas acima? (Contém ironia)