A batalha pelo controle de um dos principais estúdios de Hollywood ganhou novo capítulo nesta terça-feira, 13, quando a Paramount Skydance abriu processo contra a Warner Bros Discovery na Corte de Chancelaria de Delaware. O litígio amplia a tensão em torno do acordo bilionário que envolve também a Netflix como parte interessada.
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A Paramount Skydance, liderada por David Ellison, contesta o apoio do conselho da Warner Bros ao negócio avaliado em US$ 82,7 bilhões com a Netflix. Além da ação judicial, a empresa anunciou intenção de propor nomes para o conselho da Warner, defendendo que sua oferta, integralmente em dinheiro e calculada em US$ 108,7 bilhões, supera a combinação de ações e dinheiro ofertada pela concorrente.
Disputa por ativos estratégicos da Paramount e propostas rivais
Estão em jogo ativos estratégicos, como os estúdios de cinema, televisão e franquias de peso, incluindo Harry Potter e o universo DC Comics. Na semana passada, a Warner Bros rejeitou a proposta da Paramount, recomendando aos acionistas o acordo com a Netflix. Em resposta, a Paramount afirmou que pretende sugerir mudanças no estatuto da Warner, exigindo aval dos acionistas para qualquer separação do segmento de TV a cabo.
Em comunicado, a Paramount defendeu que sua proposta de US$ 30 por ação é mais vantajosa financeiramente do que a da Netflix, que avalia apenas os estúdios e ativos de streaming em US$ 27,75 por ação, além de, segundo a empresa, apresentar menos entraves regulatórios. A Paramount ainda criticou o valor estipulado para o negócio de TV a cabo, classificando-o como “praticamente sem valor”, mas não aumentou o valor de sua oferta até o momento.
Impasses, custos e pressão por transparência
“Se a Paramount realmente quer a Warner Bros, terá que aumentar a proposta”, afirmou Craig Huber, da Huber Research Partners. “No fim, dinheiro fala mais alto.”
Caso desista do acordo com a Netflix, a Warner Bros poderá ter que arcar com multa de US$ 2,8 bilhões e outros custos que somam US$ 4,7 bilhões. A proposta da Paramount inclui US$ 40 bilhões em capital próprio garantidos por Larry Ellison, cofundador da Oracle e pai do CEO da companhia, mais US$ 54 bilhões em dívidas.
No processo, a Paramount solicita que a Justiça obrigue a Warner a revelar as análises financeiras que fundamentaram o endosso do conselho ao acordo com a Netflix. Segundo a empresa, esses dados são essenciais para que os acionistas decidam sobre sua oferta, válida até 21 de janeiro, com possibilidade de prorrogação.
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