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Como deve ser a recuperação de Faustão depois de receber transplante de coração?

Corpo do apresentador pode rejeitar o novo órgão

faustão transplante coração
Faustão recebeu seu novo coração no domingo 27, no Hospital Israelita Albert Einstein | Foto: Reprodução/YouTube/Band Entretê

O apresentador Fausto Silva, conhecido como Faustão, passou por um transplante de coração no domingo 27, na cidade de São Paulo. A cirurgia cardíaca do apresentador de 73 anos foi feita no Hospital Israelita Albert Einstein.

Um jogador de futebol amador de 35 anos está sendo apontado como o doador do coração usado no transplante. Fábio Cordeiro da Silva morreu no sábado 26 em Santos, no litoral do Estado de São Paulo. O coração dele teria sido levado de helicóptero para São Paulo.

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Como é a recuperação do transplante de coração de Faustão

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Faustão tem 73 anos | Foto: Reprodução/YouTube/Band Entretê

O corpo de Faustão tende a receber o novo coração como um elemento estranho e, por isso, atacá-lo. “O organismo do receptor tende a atacar o que ele imagina que seria um corpo estranho”, disse Silvia Ayub, médica cardiologista, à CNN Brasil. “O sistema imunológico fica ativado para atacar.”

Por causa disso, a recuperação do transplante de coração de Faustão envolve altas doses de remédios imunossupressores. Esse tipo de medicamento diminui o poder do sistema imunológico.

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Por ficar com baixa defesa imunológica, Fausto Silva poderia desenvolver infecções. Por isso, o cuidado com ele deve ser redobrado. No período hospitalar, o paciente precisa fazer exames de sangue, biológicos, eletrocardiogramas e ecocardiogramas diários, além de raio-X do tórax.

Faustão está sob os cuidados na unidade de terapia intensiva (UTI), onde deve ficar por um período de cinco a sete dias. Depois, o apresentador deve ser encaminhado para um quarto ou enfermaria, onde pode ficar em observação por mais 30 dias.

O paciente transplantado deve seguir em observação e passar por exames pelo resto da vida. Caso o corpo de Faustão rejeite o coração do transplante, a condição pode ser controlada por meio de medicamentos.

“Em caso de rejeição, o paciente não precisa ser submetido a um novo transplante”, disse João Vicente da Silveira, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, ao portal R7. “Isso só ocorre se o paciente desenvolver outra insuficiência cardíaca ou uma miocardite, o que é muito raro.”

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