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Em livro, vereador carioca critica a 'romantização da favela'

Escrita por Rafael Satiê, obra contou com eventos de lançamento no Rio de Janeiro e em São Paulo

rafael satiê - livro o mínimo sobre favela
O vereador carioca — e escritor — Rafael Satiê foi criado no Complexo do Jacarezinho, na zona norte carioca | Foto: Divulgação/Equipe Rafael Satiê

Mostrar como é o dia a dia em uma comunidade composta de pessoas de baixa renda. Essa é a premissa do recém-lançado O Mínimo sobre Favela, livro escrito pelo vereador carioca Rafael Satiê (PL).

Publicada pela Editora O Mínimo e com cada exemplar ao custo de R$ 22,41, a obra contou com sessão de autógrafos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na capital fluminense, o evento ocorreu na semana passada, na unidade da Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Na capital paulista, o político promoveu o livro na noite desta quarta-feira, 18, na Drummond Livraria, no Conjunto Nacional.

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“A romantização da favela interessa a quem quer mantê-la como está”, afirma Satiê, em contato com Oeste. “Quando você transforma a dificuldade em uma ‘identidade’, você tira dessas pessoas o direito de querer mais. A favela não quer ser celebrada pela falta, ela quer oportunidade e perspectiva de um outro futuro.”

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Ao lançar seu mais recente livro, Satiê, que também é autor de O Capitalismo e a Favela, afirma que a maior parte da população desse tipo de aglomerado urbano não concorda com os dogmas da esquerda. “Ao contrário do que dizem, ela é profundamente conservadora: valoriza família, trabalho e ordem”, avalia o vereador. “Sinto-me no dever de contribuir para recolocar a verdade no centro.”

Vereador, escritor e ex-morador de favela

Para ficar em expressões disseminadas pela esquerda, Satiê tem o tal “lugar de fala” quando o assunto é favela. Ele passou a infância e boa parte da juventude no Complexo do Jacarezinho. Parte da zona norte do Rio de Janeiro, a aglomeração conta com cerca de 60 mil moradores.

Durante o trabalho de pesquisas para o seu mais recente livro, o integrante do Partido Liberal reuniu dados. Conforme consta na obra, aproximadamente 15% da população da capital fluminense vive em áreas favelizadas. Isso representa cerca de 1 milhão de pessoas.

A iniciativa contou com cumprimentos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Por meio do seu chefe de gabinete, André Marcelo Warol Porto Rodrigues, o governante desejou “votos de sucesso” à comercialização do livro.

Leia também: “Territórios sequestrados”, reportagem de Isabela Jordão e Uiliam Grizafis publicada na Edição 294 da Revista Oeste

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