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Ministro da Saúde recomenda evitar bebidas destiladas com tampa de rosca

A medida busca prevenir novos episódios de intoxicação por metanol enquanto as investigações continuam

Metanol - Alexandre Padilha, ministro da Saúde do governo Lula | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Alexandre Padilha, ministro da Saúde do governo Lula | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Em resposta ao aumento de casos de intoxicação por metanol, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, orientou, neste sábado, 4, que a população evite bebidas destiladas, especialmente as vendidas em garrafas com tampa de rosca. A medida busca prevenir novos episódios enquanto as investigações continuam.

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Durante coletiva em Teresina, Alexandre Padilha explicou que as autoridades detectaram metanol apenas em bebidas destiladas envasadas em recipientes com lacre de rosca. Segundo o ministro, não há registro de adulteração em latas, por causa da maior dificuldade para manipulação desse tipo de embalagem.

Recomendações e panorama das investigações

Padilha reforçou a necessidade de cautela e pediu que todos deixem de consumir qualquer tipo de destilado até que a apuração dos casos seja concluída pela Polícia Federal e pelas forças de segurança estaduais e municipais. “Estamos falando de um produto de lazer, não é um produto da cesta básica alimentar”, destacou. “Se é um produto de lazer, evite um risco como esse no seu momento de lazer.”

O Ministério da Saúde informou que o número de suspeitas de intoxicação por metanol subiu para 127, embora os casos confirmados em laboratório permaneçam em 11. Até o momento, 12 Estados notificaram ao órgão federal pelo menos uma ocorrência suspeita, sendo registrada uma morte relacionada ao consumo da substância.

Riscos do metanol e ações do governo

De uso industrial, o metanol é empregado na fabricação de solventes, combustíveis, tintas e plásticos. O composto, por causa do baixo custo, tem sido ilegalmente utilizado na adulteração de bebidas alcoólicas, mesmo sendo altamente tóxico e capaz de causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo em pequenas quantidades.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Padilha aproveita que as eleições chegam em 2026, a mamata vai acabar.

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