O autor de novelas Manoel Carlos morreu, na noite deste sábado, 10. Aos 92 anos, ele estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. Com dezenas de trabalhos para a Rede Globo, o novelista realizava tratamento contra a Doença de Parkinson. A causa da morte, entretanto, não foi divulgada.
Maneco, como era conhecido, trabalhou durante décadas para a Globo, sobretudo com roteiros para a teledramaturgia. Ele foi o autor de cinco novelas das oito (posteriormente chamadas de “das nove”):
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- Por Amor, de 1997;
- Laços de Família, de 2000;
- Mulheres Apaixonadas, de 2003;
- Páginas da Vida, de 2006;
- Viver a Vida, de 2009; e
- Em Família, de 2014.
Essas e outras produções idealizadas por ele tinham ao menos dois pontos em comum. Todas elas tinham a protagonista com o nome Helena. O Leblon, bairro da zona sul carioca, era onde as histórias se ambientavam.
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“Situo as minhas novelas no Rio de Janeiro. Faço coisas muito fortes, sob um céu muito azul. As tragédias e os dramas acontecem, mas o dia está lindo”, disse Manoel Carlos, segundo o site Memória Globo. “A praia e o espírito carioca dão uma coloração rosa ao contexto cinzento. E o público acaba absorvendo as tramas de uma maneira mais leve.”
Como autor de novelas, Maneco idealizou uma das cenas mais icônicas da história da teledramaturgia brasileira. Em determinado momento de Laços de Família, a personagem Camila, interpretada por Carolina Dickmmann, descobre ter leucemia. Para a história, a atriz foi além da ficção e raspou — de verdade — o cabelo.
A cena, que foi exibida na novela, viralizou na internet. Somente no canal da Globoplay Novelas no YouTube, o vídeo soma 5,6 milhões de visualizações.
Manoel Carlos viveu drama pessoal
Os dramas de Manoel Carlos não ficaram restritos à dramaturgia. Pai de cinco filhos, ele viu três deles morrerem. Seguem vivas a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina.
Apesar de ter a sua carreira vinculada ao Leblon, Maneco era natural da cidade de São Paulo.
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Manoel Carlos passou por emissoras como TV Tupi e Record, onde foi roteirista do humorístico Família Trapo. Na Globo, além de novelas e minisséries, trabalhou como diretor da revista eletrônica Fantástico.
A carreira do novelista também teve momento internacional. Ele escreveu El Magnate (O Magnata, em tradução livre), novela produzida e transmitida pela Telemundo, emissora norte-americana em espanhol. O folhetim foi originalmente gravado em 1990.
Produtora mantida pela família do autor, a Boa Palavra informou que o velório será restrito aos parentes e a amigos íntimos. “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado.”
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