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Pesca milagrosa de Jesus tem explicação científica, sugere estudo

O artigo, publicado na revista Water Resources Research, afirma que o milagre está relacionado com ‘uma base natural ligada à dinâmica do Mar da Galileia’

Os autores do estudo sugerem que o milagre de Jesus pode estar associado a fenômenos naturais no Lago Kinneret, também conhecido como Mar da Galileia | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Os autores do estudo sugerem que o milagre de Jesus pode estar associado a fenômenos naturais no Lago Kinneret, também conhecido como Mar da Galileia | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Um artigo publicado na revista científica Water Resources Research, em 24 de outubro, sugere que a pesca milagrosa de Jesus, descrita nos livros de Lucas e João, do Novo Testamento, teria explicação científica.

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Os autores do estudo sugerem que esses eventos podem estar associados a fenômenos naturais no Lago Kinneret, também conhecido como Mar da Galileia.

As narrativas bíblicas relatam os apóstolos tentando pescar a noite inteira, sem conseguir capturar peixes. Depois, Jesus aparece e manda os discípulos lançarem a rede ao outro lado do mar, o que resultou em uma pesca abundante. Os pesquisadores, contudo, sugerem que esses relatos poderiam ter uma base natural, ligada à dinâmica do lago.

Estudo revela fenômenos naturais no Mar da Galileia

Os pesquisadores examinaram o Mar da Galileia. Para tanto, usaram sensores de temperatura, dispositivos de medição de oxigênio e testes de velocidade e direção do vento. 

Os cientistas afirmam ter descoberto que o lago possui uma estratificação natural: uma camada inferior, fria e pobre em oxigênio, e uma camada superior, quente e rica em oxigênio, onde os peixes habitam.

Segundo os pesquisadores, em determinadas condições, ventos fortes podem misturar essas camadas, o que pode causar uma dissipação rápida do oxigênio. 

Esse fenômeno leva à morte de muitos peixes, que flutuam à superfície. Os pesquisadores afirmam que os observadores da época, sem conhecimentos científicos, poderiam crer que a abundância repentina poderia parecer um milagre.

Eventos semelhantes em outros locais

Além disso, os cientistas destacam que eventos de mortandade de peixes, embora raros, não são exclusivos do Lago Kinneret. Fenômenos semelhantes são registrados em outros locais, como o Lago Erie e o Estuário do Rio Neuse, nos Estados Unidos, onde condições ambientais específicas também podem resultar na morte súbita dos peixes.

As narrativas bíblicas relatam os apóstolos tentando pescar a noite inteira, sem conseguir capturar peixes. Depois, Jesus aparece e manda os discípulos lançarem a rede ao outro lado do mar, o que resultou em uma pesca abundante | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
As narrativas bíblicas relatam os apóstolos tentando pescar a noite inteira, sem conseguir capturar peixes. Depois, Jesus aparece e manda os discípulos lançarem a rede ao outro lado do mar, o que resultou em uma pesca abundante | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Além das observações técnicas, os pesquisadores consideraram relatos modernos sobre a mortandade de peixes no Lago Kinneret.

“Notavelmente, hoje em dia, eventos de mortandade de peixes acontecem no mesmo local do lago onde o Milagre bíblico dos Pães e Peixes e presumivelmente a Pesca Milagrosa ocorreram dois milênios antes do presente”, afirmam os cientistas, no estudo.

Os fenômenos são relativamente raros, mas, quando ocorrem, impressionam os observadores. Ele dizem que, em tempos antigos, com o conhecimento científico limitado, eventos naturais extraordinários eram frequentemente interpretados como atos divinos, especialmente em uma sociedade onde a religião era central.

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1 comentário
  1. JOSE GERALDO VIANA
    JOSE GERALDO VIANA

    Os pesquisadores sugerem… sugerem… talvez… quem sabe… oxalá… O mundo gira, a história anda e a “imprensa científica” roda, roda, roda e traz sempre uma grande novidade por ocasião das datas fundamentais do Cristianismo. E Oeste repetindo a mania antiga de Veja e outras publicações cuja pauta de fim de ano escasseia, escasseia, escasseia, escasseia. Nessas horas, a tal Ciência-do-Contra ajuda. Não são vocês os pregadores por excelência de que bom jornalismo faz-se ouvindo as partes, sejam elas duas, três, quatro, quantas forem? Nessa questão, há muitas delas envolvidas por um fio invisível chamado fé. E o “fato” pretensamente narrado esbarra no sentimento de dezenas, centenas, milhares, milhões de pessoas com a boa sensibilidade em alta, devido ao Natal. Entrevistem Francisco, um bom teólogo, leiam alguma coisa de bons Papas (JP II, Bento XVI). Vale até o pároco de uma pequena freguesia próxima da Oeste. Boa madrugada, prezados!

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