‘A chance é nenhuma’, diz presidente da Petrobras sobre segurar preços

Segundo Joaquim Silva e Luna, qualquer interferência seria a 'destruição do esforço que foi feito para recuperar a companhia'
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Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras, descartou interferência nos preços
Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras, descartou interferência nos preços | Foto: Isac Nóbrega/PR

Em meio à preocupação sobre o aumento no preço dos combustíveis no país, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, descartou qualquer possibilidade de a empresa atuar para segurar os valores cobrados.

“A chance de isso acontecer é nenhuma”, afirmou Silva e Luna em entrevista à agência Reuters. Para ele, é importante que a estatal seja guiada pelas regras de mercado na política de preços.

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“Eu considero zero [a chance de interferência]. A Petrobras é uma empresa muito bem regulada, com normas de conformidade. Nenhum colegiado vai aprovar uma coisa dessas”, prosseguiu o presidente da companhia. “Nosso presidente [Jair Bolsonaro], o ministro de Minas e Energia [Bento Albuquerque], o ministro da Economia [Paulo Guedes], todos estão convencidos de que isso não é solução. É a destruição do esforço que foi feito para recuperar a companhia”, completou Silva e Luna.

Leia também: “Arthur Lira: ‘Brasil não pode tolerar gasolina a quase R$ 7’”

Na sexta-feira 1º, como informou Oeste, a alta no preço dos combustíveis foi tema de uma reunião no Palácio da Alvorada entre Bolsonaro, Guedes e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Nesta semana, Lira demonstrou preocupação com a alta da gasolina e prometeu analisar “alternativas” para evitar que o consumidor seja penalizado.

No início da semana, a Petrobras anunciou um aumento de quase 9% no preço do diesel nas refinarias.

Leia também: “Espírito Santo congela ICMS para evitar aumento dos combustíveis”

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8 comentários Ver comentários

  1. Pois é tem políticos e jornalistas saudosos da Petrobras acharcada que insistem em atribuir à empresa a culpa dos preços altos nas bombas e não admitem que que fale que o ICMS recolhe R$ 1,65 por litro de gasolina vendido nas bombas e a Petrobras cobra somente R$ 2,00 pela gasolina pura contida nesse litro. Vale lembrar que esse valor cobre todo o processo de pesquisa, exploração, refino e logística operacional e administrativo da Petrobras e o resultado para seus acionistas. Já os Estados recebem sua importante fatia sem custo algum . Então quem tem afinal que contribuir neste momento? Por que jornalistas e políticos com ódio deste governo, defendem tanto que os Estados não podem reduzir suas receitas com ICMS?
    Não oriento ler o ESTADÃO, mas quem o possuir, vejam o artigo de Celso Ming “dividendos da Petrobras para subsidiar gasolina” e observem as conclusões ideológicas de quem não quer ver saídas momentânea e ou definitivas para reduzir o preço dos combustíveis nas bombas, a não ser culpar a “paridade de preços internacionais”, única forma de tornar a Petrobras competitiva. São os saudosistas de que a Petrobras é do povo brasileiro. Ou do PT?.

  2. Vende logo essa bagaça e acaba logo com esse problema. Se houver aumento de preços de combustíveis, a responsabilidade por isso irá para os estados. Antes de existir essa tal de Petrobrás quem refinava e distribuía combustível era a Esso e a Standard oil e a gasolina era de boa qualidade e barata.

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