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Economia

Ações da Petrobras caem mais de 7% depois de balanço abaixo do esperado

Estatal perde R$ 28,5 bilhões em valor de mercado; mercado reage à queda no fluxo de caixa livre e à ausência de proventos extraordinários

Estatais - Sede da Petrobras | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Para investidores com ações negociadas na B3, a data de corte será 22 de abril de 2026 | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) caem, nesta sexta-feira, 8, e pressionam o Ibovespa, que recua 0,49%. Os papéis ordinários (PETR3) recuam 7,55% e os preferenciais (PETR4) 5,72%. A estatal já perdeu cerca de R$ 28,5 bilhões em valor de mercado. O movimento ocorre depois da divulgação do balanço do segundo trimestre e do anúncio de R$ 8,66 bilhões em dividendos.

Entre abril e junho, a petroleira registrou lucro líquido de R$ 26,6 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 2,6 bilhões no mesmo período de 2024. O Ebitda somou R$ 52,2 bilhões, alta de 5,1% sobre o segundo trimestre do ano passado.

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Bancos e corretoras classificaram os números como “sólidos”, mas apontaram frustração com os dividendos por ação ordinária e preferencial, pagos em novembro e dezembro de 2025.

O relatório do Itaú BBA, distribuído depois do resultado, confirma a percepção do mercado. “Dividendos ordinários de 1,6 bilhão de dólares, abaixo de nossas estimativas e consenso de 1,9 bilhão de dólares e 2 bilhões, respectivamente”, diz o documento.

Queda no fluxo de caixa livre da Petrobras

O valor menor dos dividendos resulta da queda anual de 39,6% no Fluxo de Caixa Livre (FCL), que foi de R$ 19,2 bilhões no trimestre. Pela política de remuneração, a Petrobras distribui 45% do FCL quando o endividamento bruto é igual ou inferior a US$ 75 bilhões.

Esse recuo foi influenciado pelo capex elevado, de US$ 4,4 bilhões, acima das expectativas de US$ 3,8 bilhões. Também por um fluxo de caixa operacional de US$ 7,5 bilhões, menor que os US$ 8,2 bilhões projetados.

Outro anúncio que desagradou investidores foi o de que a estatal retornará ao mercado de distribuição de GLP, o gás de cozinha. A estatal já esteve presente nesse segmento com a Liquigás, durante o governo de Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reclama do preço do botijão.

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