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Economia

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos

Medida reflete problemas financeiros e violações de normas pela instituição ligada ao caso Master

A Sefer foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero
A Sefer foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero | Foto: Reprodução/ Redes sociais

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O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. devido ao comprometimento de sua situação econômico-financeira, que expôs credores a riscos anormais. A empresa, com sede em São Paulo e ligada ao caso Master do banqueiro Daniel Vorcaro, possui baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional. A medida foi justificada por graves violações às normas legais e pode resultar em sanções administrativas.

O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. nesta sexta-feira, 26. A empresa tem sede em São Paulo e possui ligação com o caso Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. A instituição administrava uma rede de fundos na qual o banco era o único cotista.

A distribuidora integra o segmento S4 da regulação prudencial. Essa classificação é inferior à do Master, que pertence ao segmento S3. O BC informou que a Sefer tem “baixa representatividade” no Sistema Financeiro Nacional. A empresa detém menos de 0,0004% do ativo total e 0,17% dos recursos administrados de terceiros.

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A Sefer foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que gerou a liquidação extrajudicial do conglomerado do Banco Master, em 18 de novembro de 2025. A empresa surgiu em 1994 e atua na Avenida Faria Lima. Documentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) revelam que a Sefer se chamava Foco até dezembro de 2023.

Banco Central explica liquidação da Sefer

O BC determinou a liquidação devido ao “comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora”. Segundo o órgão, a situação expôs os credores quirografários a “risco anormal”. Esses credores, portanto, possuem valores a receber, mas não têm garantias reais sobre o patrimônio do devedor.

Além disso, a autoridade monetária justificou a medida por “graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição”. Em nota, o BC afirmou que adotará as medidas necessárias para apurar as responsabilidades “nos termos de suas competências legais”.

“O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, diz o comunicado. “Nos termos da lei, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.”

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