O Banco Central informou, em seu Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira, 25, que a inflação deve subir até o fim de 2026 no Brasil. No informe, o índice deverá permanecer por mais de dois trimestres consecutivos acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta, antes de voltar a recuar apenas em 2027.
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No mesmo documento, a autoridade monetária elevou de 1,6% para 2% a projeção de crescimento da economia em 2026, depois de um desempenho do PIB no início do ano mais forte do que o esperado, dentro de um cenário de aquecimento.
O BC declarou que a revisão foi motivada pelo resultado do Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2026, quando a economia cresceu 1,1% em relação ao trimestre anterior, com expansão em agropecuária, indústria e serviços. Tal desempenho levou o BC a rever também as estimativas para os três grandes setores da atividade econômica.
Para a demanda interna, o BC passou a projetar maior dinamismo, com crescimento mais forte do consumo das famílias e dos investimentos, em um ambiente de estímulos fiscais e creditícios e de menor ociosidade da economia, que, como contrapartida, gera pressão inflacionária.
Segundo o relatório, as projeções setoriais foram elevadas de forma generalizada. A agropecuária foi beneficiada por perspectivas mais favoráveis de safra, enquanto a indústria extrativa ganhou tração. Indústria e serviços também passaram a ter estimativas mais altas, refletindo o comportamento recente da atividade econômica.
O BC destaca que a redução da ociosidade da economia tende a manter tais pressões sobre os preços. A inflação, em tese, deverá permanecer acima da meta e com aumento relevante da probabilidade de estouro do teto em 2026, que passou de 30% para 79% em relação ao relatório anterior.
BC coloca inflação como desafio
Mesmo com a revisão positiva do crescimento, o BC reitera que o ambiente inflacionário segue desafiador. A política monetária permanece em patamar restritivo, depois de um período prolongado de Selic elevada e início recente de cortes graduais, com efeitos ainda em curso sobre a atividade e a inflação.
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O relatório também cita incertezas no cenário externo, especialmente relacionadas ao conflito no Oriente Médio, com impacto sobre preços de commodities, combustíveis e alimentos, o que adiciona volatilidade às projeções de inflação e crescimento.
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