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Economia

Banco Central dos EUA mantém taxa de juros entre 5,25% e 5,5%

Não há mudança desde setembro de 2023

Banco Central dos Estados Unidos, em Washington | Foto: Adam Fagen/Flickr
Banco Central dos Estados Unidos, em Washington | Foto: Adam Fagen/Flickr

O Federal Reserve (Fed), Banco Central dos EUA, decidiu manter, nesta quarta-feira, 20, a taxa básica de juros na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano. O órgão não muda a taxa desde setembro de 2023.

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De acordo com o Fed, a maioria das autoridades projeta que as taxas de juros no país devem fechar o ano entre 4,5% e 4,75%, o que equivaleria a três cortes de 0,25 ponto porcentual. A expectativa é de uma redução dos custos de empréstimos em breve.

A decisão do órgão já era esperada pelo mercado norte-americano. Os analistas do FedWatch, do CME Group, viam 99% de chance manter a taxa de juros básica dos EUA. A reunião do comitê de política monetária do país (Fomc) ocorreu nesta quarta-feira.

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O comitê divulgou um comunicado com as mudanças aprovadas no encontro. Apenas uma alteração foi realizada. O Fomc retirou um trecho em que afirmava que a criação de vagas de emprego havia sido “moderada”. Agora, menciona apenas que o indicador “permaneceu forte”.

Manutenção da taxa de juros indica economia estável, diz economista

De acordo com o economista sênior do Inter André Cordeiro, a mudança realizada pelo Fomc não simboliza um indicativo muito grande no mercado de trabalho.

“Isso sugere que o mercado de trabalho não está desacelerando na velocidade desejada pelo comitê”, explicou Cordeiro ao jornal Folha de S.Paulo. “De modo geral, a manutenção de três cortes para 2024, ao mesmo tempo em que as projeções de atividade aumentam, sugere que o Fed crê em um cenário de goldilocks [economia sem grandes contrações ou expansões]. Isso deve permitir que o rally do mercado continue.”

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Cordeiro projeta que, apesar da previsão de cortes no futuro ter sido mantida, a autoridade monetária mostrou que menos dirigentes esperam reduções mais profundas de juros neste ano. Na reunião de dezembro, cinco dirigentes projetaram quatro ou mais cortes de 0,25 ponto porcentual. Neste encontro de março, apenas um manteve a previsão.

Já a projeção para crescimento da economia subiu de 1,4% para 2,1%. A previsão da taxa de desemprego também melhorou, de 4,1% para 4%. Apesar das previsões, o dólar caiu em relação ao real, fechando com queda de 1,09%, cotado a R$ 4,97. Já o Ibovespa acelerou e fechou em alta de 1,25%

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