A deterioração do Banco Master, que teve liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central, já vinha sendo alvo de denúncias. O vereador carioca Marcos Dias (Podemos), por exemplo, levou o tema ao plenário da Câmara Municipal em 16 de outubro.
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Ele lembra que, na ocasião, alertou para o risco envolvendo investimentos do Rioprevidência e para a fragilidade do banco. O Rioprevidência é o fundo responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores do Estado do Rio de Janeiro
O parlamentar afirmou que o fundo previdenciário havia direcionado cerca de R$ 1 bilhão para Letras Financeiras do Master.
Trata-se de um ativo que, segundo o vereador, não conta com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. Portanto não possuiria garantia da União e tampouco prioridade no pagamento de credores em processos de liquidação. Ele afirmava que havia um risco injustificável ao expor servidores a esta situação.
“Nós alertamos em 16 de outubro que o Banco Master estava à beira do colapso”, destacou ele. “Hoje, com a liquidação decretada, fica claro que o risco era real e que os investimentos do Rioprevidência deveriam ter sido imediatamente revistos. O patrimônio do servidor público não pode ser tratado como recurso descartável.”
O vereador sublinhou, na época, que o colapso do Banco Master era previsível e que os dirigentes do Rioprevidência deveriam ter revisto imediatamente sua estratégia de investimentos:
Banco Master e TCE
Com a liquidação, ele diz que os os recursos aplicados se transformam em créditos sujeitos a um processo longo, burocrático e com chances reduzidas de recuperação integral, cenário agravado pelas operações policiais, pela apreensão de bens e pelas apurações de fraude envolvendo o conglomerado.
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Mesmo assim, prossegue o vereador, o Rioprevidência ainda preparava um novo aporte no grupo financeiro, apesar de recomendações contrárias de órgãos de controle como Tribunal de Contas, INSS, Ministério Público e Polícia Federal. Para Dias, somente a intervenção do TCE impediu prejuízos ainda maiores para aposentados e pensionistas:
“Se o Tribunal de Contas não tivesse barrado, mais dinheiro do servidor teria sido colocado em um banco que agora está oficialmente falido”, acrescentou o parlamentar. “Isso é grave, prejudica aposentados e pensionistas e exige respostas imediatas das autoridades estaduais.”





































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