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Economia

Banco prevê fim do ciclo de alta e manutenção da Selic em 14,75%

Empresa estima juro elevado até 2026 para conter inflação acima da meta

Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) em 14,75% ao ano na próxima reunião, marcada para quarta-feira 18.

A projeção é do UBS BB, que avalia o encontro como o marco do encerramento do ciclo de alta de juros iniciado para conter a inflação. Em relatório divulgado na sexta-feira 13, o banco mostrou que o Banco Central deve adotar uma estratégia de juro alto por período prolongado.

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A análise se baseia no último comunicado do Copom, que destacou a necessidade de vigilância. De acordo com o UBS BB, sempre que a autoridade monetária usou essa expressão desde 2019, o encontro seguinte terminou sem alteração na Selic.

Para o UBS BB, o foco do mercado agora está no momento em que o Banco Central começará a reduzir a taxa básica. O cenário mais provável aponta para cortes a partir de abril de 2026.

O banco estima um ritmo de redução de 0,5 ponto porcentual por reunião, com encerramento da Selic em 11,75% ao ano em 2026 e que pode chegar a 9% no longo prazo.

Além disso, analistas preveem que a inflação continuará acima da meta nos próximos dois anos. A expectativa é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registre alta de 5% em 2025 e 4% em 2026, mantendo a pressão sobre a política monetária.

Banco vê risco de estagflação e alerta para impacto do juro alto

O UBS BB ressalta que o Brasil enfrenta risco de estagflação em 2025 e 2026. O cenário combina crescimento econômico fraco e inflação acima do teto da meta. Também reduz o espaço para o Banco Central cortar juros, já que uma flexibilização prematura poderia agravar a pressão sobre os preços.

+ Leia também: “Preço do café sobre 82% em 12 meses e pressiona orçamento doméstico”

Especialistas destacam que a manutenção da Selic em patamar elevado sobrecarrega a economia. O juro alto encarece o crédito para empresas e consumidores e freia investimentos produtivos. Além disso, amplia o custo da dívida pública e aumenta o peso sobre as contas do governo.








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