Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
Um levantamento do ManpowerGroup revela que 80% dos empregadores brasileiros enfrentam dificuldades para encontrar profissionais, segundo a Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026. O porcentual se mantém estável em relação a 2025, superando a média global de 72%. Desde 2019, o Brasil tem visto um aumento contínuo nesse índice, que era de 63% em 2014. São Paulo lidera as dificuldades, com 88%, seguido por Minas Gerais (85%) e Rio de Janeiro (80%).
Dados divulgados por um levantamento do ManpowerGroup, empresa de recursos humanos e gestão de pessoas, mostram que oito de cada dez empregadores brasileiros relatam dificuldades para encontrar profissionais para trabalhar em suas empresas. O número faz parte da Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026.
O porcentual alcançado ficou praticamente no mesmo patamar do registrado em 2025 (81%) e posiciona o Brasil acima da média global, de 72%.
Receba nossas atualizações
Em 2014, a pesquisa mostrava que 63% dos empregadores relatavam dificuldades para contratar profissionais. Nos anos seguintes, houve um esboço de queda do índice (61% em 2015 e 43% em 2016), chegando a 34% em 2018, o ponto mais baixo da série histórica recente.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
A partir de 2019, o indicador voltou a registrar forte alta e cravou 52%, em trajetória que se intensificou durante a pandemia de covid-19 (71% em 2021 e 81% em 2022).
Desde então, o Brasil se mantém em patamar elevado: 80% em 2023 e 2024, 81% em 2025 e 80% em 2026.
Entre as regiões monitoradas pela pesquisa no Brasil, o Estado de São Paulo aparece com o maior índice de dificuldade dos empregadores para encontrar profissionais (88%), seguido por Minas Gerais (85%), Rio de Janeiro (80%), cidade de São Paulo (79%), outras regiões do país agregadas (77%) e Paraná (74%).
Escassez por porte de empresa
No cenário brasileiro, 72% dos empregadores de microempresas (com menos de dez pessoas) relatam ter dificuldades para contratar.
Leia também: “Fim da escala 6 x 1 pode acabar com mais de meio milhão de empregos“
Já no caso das empresas que têm entre mil e 5 mil colaboradores, o índice chega a 90%. Trata-se do maior porcentual entre todos os recortes analisados pela pesquisa no país.
Entre as empresas que possuem mais de 5 mil colaboradores, o índice segue elevado, em 82%.
Em nível global, 64% dos empregadores de microempresas afirmam ter dificuldades para fazer contratações. O pico é registrado nas companhias de médio e grande porte, com 75% nas empresas entre mil e 5 mil colaboradores e 74% naquelas que têm mais de 5 mil funcionários.
Fim da escala 6×1 pode acabar com mais de meio milhão de empregos
Organização empresarial alerta para impactos do fim da escala 6×1
Brasil ainda tem 1,1 milhão de pessoas sem emprego há mais de dois anos
Os ptralhas transformaram o brasileiro num bando de inúteis
A indigência do ensino no país produz não apenas analfabetos funcionais mas também pessoas incapazes de aprender e executar tarefas laborativas de forma minimamente eficiente.
É a geração Paulo Freire dando sua contribuição para a perpetuação do atraso e da falta de competitividade.