Adeus, ‘coronavoucher’… nos Estados Unidos

Adeus coronavoucher... nos Estados Unidos.
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Americanos vão ter de voltar a procurar emprego normalmente | Foto: ?Sharon McCutcheon/Unsplash
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Secretário do Tesouro americano quer acabar com benefício, já que muitos cidadãos pararam de procurar emprego para viver dos US$ 600 semanais

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Americanos vão ter de voltar a procurar emprego normalmente | Foto: Sharon McCutcheon/Unsplash

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse na última quinta-feira que o governo de Donald Trump quer limitar o aumento dos benefícios de desemprego no próximo pacote de coronavírus para garantir que os trabalhadores não recebam mais que os salários anteriores.

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De acordo com a lei do coronavírus promulgada em março, para incentivar o cumprimento das ordens de ficar em casa, antigos empregados recebiam até US$ 600 por semana, além de seus benefícios regulares de desemprego, que, segundo os críticos, incentivaram os desempregados a não procurar trabalho.

“Você pode assumir que não passará de 100%; então, sim, queremos incentivar as pessoas a voltar ao trabalho”, disse Mnuchin ao canal a cabo CNBC.

A Câmara dos Representantes aprovou uma legislação que estenderia os US$ 600 em pagamentos semanais extras até dezembro.

O impacto dos chamados benefícios aumentados do desemprego tem sido muito debatido entre os economistas recentemente.

Os apoiadores dizem que o complemento tem sido fundamental para manter as famílias fora da pobreza à medida que a taxa de desemprego dispara, observando que em geral o benefício só vai além da compensação do salário anteriormente ganho quando esse valor era muito baixo.

Os críticos afirmam que as empresas estão enfrentando dificuldades no recrutamento, apesar da taxa nacional de desemprego acima de 11%. O complemento expira no final de julho.

“O benefício de desemprego se destina a pessoas que não têm emprego, principalmente em setores cuja recuperação é mais difícil; por isso faremos diferente”, disse Mnuchin.

O secretário afirmou que ele e o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, conversaram com o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, na quarta-feira e que seu objetivo era aprovar a próxima lei de ajuda devido ao coronavírus entre 20 de julho e o fim do mês.

Mnuchin disse que o governo quer ver outra rodada de cheques de pagamento direto no próximo pacote.

“Apoiamos outra rodada de pagamentos de impacto econômico”, disse Mnuchin, embora ele tenha acrescentado que o nível e os critérios para os novos pagamentos precisam ser determinados.

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