publicidade
Mundo

Funcionários de museus do Vaticano vão à Justiça contra 'condições precárias de trabalho'

Os trabalhadores reclamam de horas extras mal remuneradas e da falta de medidas adequadas de saúde e segurança

Esses museus do Vaticano são comparados com o Louvre, em Paris; e o Museu Britânico, em Londres
Esses museus do Vaticano são comparados com o Louvre, em Paris; e o Museu Britânico, em Londres | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Cerca de 49 empregados dos museus do Vaticano, todos cidadãos italianos, iniciaram um processo legal contra as condições de trabalho que consideram injustas. As informações foram publicadas pelo site UOL neste domingo, 12.

+ Leia mais notícias do Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

Esses trabalhadores, que fazem parte de um total de aproximadamente 700 funcionários, reclamam de problemas como horas extras mal remuneradas e falta de medidas adequadas de saúde e segurança. 

A advogada Laura Sgrò, representante do grupo, disse que a decisão de processar foi tomada depois de anos de negligência às reivindicações dos empregados por melhorias. 

“Os trabalhadores só decidiram entrar com esta ação depois de todas as suas exigências e pedidos terem ficado sem resposta durante anos”, declarou Laura, segundo noticiou o UOL.

O “Governatorato”, a entidade responsável pela administração do Estado do Vaticano, lida com esse impasse. Os museus do Vaticano, que abrigam coleções de arte de valor incalculável e locais como a Capela Sistina de Michelangelo, são um dos destinos mais visitados no mundo.

Esses lugares são comparados com o Louvre, em Paris, e o Museu Britânico, em Londres. A ação movida pelos funcionários pode resultar em um processo contra a administração do Papa Francisco. Eles também reclamam da proibição dos sindicatos na Cidade do Vaticano.

Processo de conciliação e problemas adicionais

Se essa fase não resultar em um acordo, o caso poderá ser encaminhado ao Tribunal do Vaticano. Além disso, Laura destacou um problema adicional. Segundo a advogada, durante a pandemia da covid-19, com o fechamento dos museus, alguns trabalhadores foram remunerados. Contudo, agora, a falta de políticas de licença na legislação trabalhista do Vaticano exige que esses pagamentos sejam devolvidos. 

“Queremos ser construtivos, esperamos que esta possa ser a ocasião certa para uma reavaliação geral das regras laborais do Vaticano”, explicou Laura. 

Um porta-voz dos museus do Vaticano preferiu não comentar sobre o caso, que foi inicialmente revelado pelo jornal Il Corriere della Sera.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade