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Economia

Por que o Bitcoin está despencando? Entenda as seis razões dessa queda

Bitcoin em queda
Bitcoin em queda

Na última semana o Bitcoin despencou mais de 10%, beirando os US$ 60 mil e terminando por volta dos US$ 70 mil.

Desde as máximas registradas no início de outubro, quando ultrapassou os US$ 126 mil, a criptomoeda mais famosa do mundo perdeu quase 40% de seu valor. O Bitcoin alcançou seu menor nível desde novembro de 2024, mês da reeleição de Donald Trump.

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A volatilidade do mercado de criptomoedas no início deste ano contrasta fortemente com o dinamismo demonstrado no mesmo período do ano passado.

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O que está acontecendo? Por que o Bitcoin, descrito pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, como “ouro digital”, vem caindo constantemente há quatro meses, no que parece ser um mercado de baixa? Veja seis possíveis explicações.

1) Os gestores preferem o ouro no mercado de desvalorização cambial.

O primeiro fator diz respeito à concorrência direta do ouro em um trade baseado na desvalorização cambial do dólar, em um movimento de corrosão da moeda americana como pedra angular do sistema monetário que está impulsionando os investidores em direção a ativos reais.

Com a conclusão do novo marco regulatório, o chamado Acordo de Basileia III, no verão de 2025, o ouro físico alocado em instituições financeiras se beneficiou de um tratamento prudencial aprimorado que consolidou seu status monetário.

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Do ponto de vista contábil, o ouro hoje é cada vez mais equivalente a dinheiro: é considerado um ativo de Nível 1, independente de qualquer emissor, não apresenta risco de contraparte e mantém plena validade no balanço patrimonial mesmo em caso de inadimplência soberana, sanções ou congelamento das reservas cambiais.

Para um banco ou grande investidor institucional, isso significa que manter ouro não é prejudicial: não absorve capital, não piora os índices de capital e permanece imediatamente utilizável mesmo nos cenários mais extremos.

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A evolução das regulamentações bancárias, portanto, fortalece o ouro, em vez do Bitcoin, como garantia soberana em momentos de crise.

Nesse contexto, o ouro tornou-se novamente uma forma de liquidez de último recurso.

2) O Clarity Act foi bloqueada nos Estados Unidos

Precisamente por essa razão, a falta de progresso na Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais (Digital Asset Market Clarity Act) nos Estados Unidos pesa ainda mais sobre o Bitcoin.

O projeto de lei, aprovado na Câmara dos Representantes, está parado no Senado e tinha como objetivo fornecer uma estrutura regulatória clara para o setor de criptomoedas nos Estados Unidos: uma distinção entre valores mobiliários e commodities, responsabilidades regulatórias e regras operacionais para corretoras e intermediários.

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O impasse legislativo mantém o Bitcoin em uma zona cinzenta regulatória. Para investidores institucionais, isso significa risco jurídico, incerteza operacional e dificuldade em estruturar suas alocações.

A comparação é gritante: enquanto o ouro goza de um status legal consolidado e globalmente reconhecido, o Bitcoin permanece atrelado a um processo político e regulatório ainda em definição.

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Acompanhado de perto pelo mercado, o índice Crypto Fear & Greed entrou em uma zona de “medo extremo”, um nível não visto desde a baixa de 2022.

3) As pesquisas indicam uma mudança a favor de Trump nas eleições de meio de mandato.

Além disso, há o efeito Trump. As pesquisas para as eleições de meio de mandato de novembro mostram o Partido Republicano em forte desvantagem na Câmara dos Representantes.

Mercados de previsão como o Polymarket começaram a precificar um cenário de enfraquecimento do governo Trump em outubro passado, quando o preço do Bitcoin recuou, com 80% de probabilidade de perda do controle da Câmara.

Dado que parte da valorização do Bitcoin também foi sustentada por expectativas políticas favoráveis ​​do governo Trump em relação ao setor de criptomoedas, um potencial enfraquecimento político certamente não ajuda.

4) Mudança na base de investidores

A quarta possível fragilidade diz respeito à estrutura do mercado.

Após atingirem máximas históricas, algumas baleias históricas começaram a realizar lucros, monetizando posições acumuladas em anos anteriores a preços muito mais baixos.

Ao mesmo tempo, a base de investidores mudou. Juntamente com os investidores de longo prazo, entraram no mercado investidores mais táticos, institucionais ou semi-institucionais, com menor tolerância à volatilidade.

Quando a tendência se reverteu, essa combinação amplificou a pressão vendedora e tornou o movimento mais rápido e profundo.

“O Bitcoin passa por uma queda forte que tem mais relação com medo e saída de dinheiro do mercado do que com qualquer problema real na rede. A queda de US$ 75 mil para perto de US$ 60 mil foi rápida e intensa, puxada por vendas forçadas de investidores alavancados e por um movimento global de redução de risco”, explica à Oeste Fabrício Tota, vice-presidente de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, “As retiradas de mais de US$ 430 milhões dos ETFs aceleraram esse processo, pois além de afetarem o preço, sinalizaram que investidores institucionais estavam buscando menos risco no curto prazo”.

5) O ciclo de quatro anos

Há também um fator cíclico que o mercado conhece bem. Ao longo de seus 17 anos, o Bitcoin exibiu uma regularidade surpreendente: o segundo ano do mandato presidencial dos EUA sempre coincidiu com um mercado em baixa ou uma correção acentuada.

Isso aconteceu em 2014, 2018 e 2022, anos caracterizados por aperto monetário, desaceleração macroeconômica e queda na aversão ao risco.

O ano de 2026 se encontra no mesmo ponto do ciclo. Não se trata de uma lei matemática, mas os mercados observam esses padrões e tendem a se comportar de acordo.

O risco é o de uma profecia autorrealizável: se um número suficiente de investidores prevê uma recessão, a redução da exposição antecipa e amplifica essa recessão.

“Muitas pessoas que entraram no mercado cripto em 2020 tiveram uma grande oportunidade, viveram o ciclo natural do Bitcoin chamado halving, que acontece cada quatro anos, e onde a oferta cai pela metade na mineração e se realiza uma grande valorização nesse período. Com isso, muita gente decidiu realizar lucros”, explica Márcio Souza, CTO da TCR Finance.

6) Efeito Warsh no Fed

Por fim, o mais recente impulso pessimista vem da política monetária dos Estados Unidos.

Na última sexta-feira, Donald Trump nomeou Kevin Warsh para suceder Jerome Powell como presidente do Federal Reserve.

Warsh tem a reputação de ser uma figura agressiva, mais focada no combate à inflação e na defesa do dólar, sendo percebido como menos inclinado a aceitar uma flexibilização monetária prolongada e mais focado na manutenção de taxas de juros reais positivas.

Taxas de juros mais altas e um dólar forte são historicamente desfavoráveis ​​ao Bitcoin, que não oferece rendimento e se beneficia principalmente da abundante liquidez.

Mesmo o ressurgimento desse cenário contribuiu para acelerar as vendas em um mercado já fragilizado.

“No geral, esse movimento do Bitcoin parece exagerado. A correção aconteceu por fluxo e sentimento, não porque o Bitcoin deixou de funcionar. Em momentos assim, o mercado costuma fugir de ativos mais especulativos e buscar opções mais líquidas e consolidadas, o que ajuda a explicar por que as altcoins caem mais e o Bitcoin segue como referência de qualidade dentro do próprio mercado cripto”, diz Tota.

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3 comentários
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    O quê realmente está acontecendo no mundo…de forma muito sucinta:
    1- Obliteração da URSS,
    2-Estrategia Europeia e com apoio dos democratas USA do conceito..se a economia for interligada no mundo, nenhum país terá a totalidade dos meios produtivos para Manter e ganhar uma guerra mundial. É a Globalização nos seus iniciais.
    3- A China pisou no tomate e liberou o vírus, construído à 4 mãos..chinesas e norte americanas Democrat Party…sempre eles! Marcou o estertores do conceito Economia Globalizada fortemente interligada e facilmente sufocada caso alguém resolva invadir outra nação.
    4-MAGA! É a resposta dos USA à malandragem europeia colonialista sempre e chinesa …rancorosa desde a guerra do ópio…e que muitos idiotas admiram por pura inveja do modelos de produtividade norte americano. Estão se preparando para a produtividade/recursos estratégicos que a IA trará para a guerra que se avizinha até 2035.
    Economistas SEM saber história, principalmente pós revolução francesa…É um cego, manco e maneta…mas com língua afiada e solta…dando navalha lingual palpitando sofre investimentos…

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Eu fico estupefato com a canalhice dos expertos que se colocam nos centros de investimentos do mundo!
    São canalhas porquê sabem que suas análises são furadas ….pois parte de premissas falsas…premissas de vendedores de carros usados.
    1- ouro é e sempre foi para se resguardar de hecatombe sociais…do nível queda da babilônia, do templo de Israel, de Roma, de Constantino e das guerras mundiais napoleônicas, 1 e2 hlitlerianas. Vocês acham mesmo que vão conseguir resgatar suas ETFs de ouro, bitcoin ou ações!?! Num evento desses!?! PÁRA NÉ!? O mais seguro é ouro no SEU cofre…o resto é papo furado de Cri,Cra e toda sorte que o Bco Master vendeu pra os picaretas investidores.
    Pronto! É só essa premissa…..simples, realista e HONESTA!
    Numa hecatombe…fuçam para as montanhas, pois tudo o que vc achou que tinham…NÃO TEM MAIS!
    Igual ao ouro nazista, israelita, babilônico, Czarista, inglês, português, espanhol..ixxii a lista é grande e SEMPRE Atualizada!

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