A Boeing registrou avanço expressivo nas entregas de aeronaves ao longo de 2025. Em novembro, a fabricante norte-americana contabilizou 44 unidades entregues. Do total, 32 pertenciam à família 737 MAX. Além disso, seis exemplares do 787 Dreamliner deixaram a linha de produção no período. Esses números mostram um ritmo mais firme principalmente no segmento de distribuição para companhias aéreas, arrendadoras e órgãos governamentais.
Entre janeiro e novembro, a empresa acumulou 537 entregas. O volume representa desse modo um salto próximo de 70% em comparação aos 318 aviões enviados no mesmo intervalo de 2024. Esse desempenho confirma assim a retomada operacional da fabricante, que busca estabilidade depois de anos sob restrições industriais, bem como pressões regulatórias.
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Boeing: entregas impulsionam carteira de pedidos
O crescimento das entregas ocorre em paralelo ao avanço da demanda global. Em novembro, a Boeing registrou 164 novos pedidos brutos. Assim, o total de encomendas superou 900 unidades no acumulado de 2025. A carteira — acima de 6 mil aeronaves — assegura ainda previsibilidade de produção para os próximos anos e reforça sobretudo a confiança dos clientes nos principais programas da companhia.
Esse ritmo também indica maior segurança na cadeia de fornecedores. A empresa segue ajustando processos para reduzir gargalos, melhorar prazos e estabilizar o fluxo de componentes usados no 737 MAX e no 787.
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Os números positivos das entregas se refletem nos resultados financeiros. No primeiro trimestre, a Boeing registrou receita de aproximadamente US$ 19,5 bilhões, impulsionada por 130 aeronaves comerciais entregues. De abril a junho, o faturamento avançou para US$ 22,7 bilhões, acompanhado de fluxo de caixa operacional positivo.
No terceiro trimestre, a receita alcançou US$ 23,3 bilhões, mesmo com impactos extraordinários ligados ao programa 777X. A empresa manteve fluxo de caixa livre positivo e ampliou sua carteira total para cerca de US$ 636 bilhões, consolidando uma tendência de recuperação consistente.
Com o avanço da produção do 737 para 38 unidades mensais — e previsão de chegar a 42 até o fim do ano —, a Boeing mira 2026 com expectativa de maior estabilidade operacional, geração contínua de caixa e expansão global de sua base de clientes.
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