O mercado financeiro revisou para cima a estimativa da inflação oficial do país e projeta que o indicador vai estourar o teto da meta fixada para este ano. As instituições financeiras elevaram a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,92% para 5,04%. Os dados constam no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira, 25.
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O movimento marca a 11ª semana seguida de alta na projeção da inflação. O teto regulamentar estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período é de 4,5%, com uma meta central de 3%. O encarecimento dos combustíveis e o reajuste nos alimentos em abril, que registrou taxa de 0,67%, impulsionaram a piora das previsões.
Juros básicos em patamar elevado
O Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) em 14,5% ao ano como principal ferramenta para frear a carestia. O Comitê de Política Monetária (Copom) realizou dois cortes seguidos de 0,25 ponto porcentual recentemente, interrompendo o ciclo de estabilidade em 15% que vigorou até março. Os analistas consultados pelo BC estimam que a Selic encerre o ano em 13,25%.
O conflito armado no Oriente Médio dificulta o planejamento da autoridade monetária para os próximos meses. Em ata, o comitê evitou traçar projeções sobre novos cortes nos juros e informou que monitora a duração da guerra. A próxima reunião dos diretores do Banco Central para calibrar a taxa básica vai ocorrer nos dias 16 e 17 de junho.
Projeção do PIB oscila para cima
O mercado financeiro melhorou a expectativa de crescimento da atividade econômica para este ano. A previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) oscilou de 1,85% para 1,89%. O resultado vem depois de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrar uma alta de 2,3% na economia do país no ano passado, puxada pelo desempenho do agronegócio.
Para o ano que vem, os economistas cortaram a projeção do PIB de 1,77% para 1,70%. As estimativas coletadas pelo Banco Central para as edições de 2028 e 2029 indicam uma estabilização de crescimento na casa dos 2% para os dois períodos.
Dólar pressionado no mercado de câmbio
O Boletim Focus atualizou as estimativas para o comportamento do mercado de câmbio no país. Os operadores de fundos e os bancos projetam que o dólar vai encerrar o ano cotado a R$ 5,17. A pressão sobre o câmbio deve continuar no longo prazo, com estipulação de um preço de R$ 5,26 para a moeda norte-americana por analistas no encerramento do calendário de 2027.
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