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Economia

Boletim Focus: mercado reduz estimativa para o PIB de 2022

Segundo analistas consultados pelo Banco Central, a inflação deve fechar neste ano em 5,03%

BC
Fachada da sede do BC em Brasília | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Segundo o novo relatório do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 10, os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a reduzir a estimativa de crescimento da economia brasileira para este ano.

De acordo com as novas projeções, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve fechar 2022 com uma leve alta de 0,28%. Na semana passada, a expectativa era um pouco melhor: 0,36%.

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A pesquisa consultou representantes de mais de 100 instituições financeiras, que também traçaram prognósticos sobre inflação, taxa de juros e outros índices econômicos.

Inflação

Ainda segundo o Boletim Focus, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, deve fechar neste ano em 5,03%. Em 2022, a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

Em relação à projeção para 2021, cujo resultado ainda não foi divulgado, os analistas consultados pelo BC reduziram a estimativa de inflação pela quinta semana consecutiva — desta vez, de 10,01% para 9,99%.

O centro da meta de inflação para 2021 é de 3,75% e, pelo sistema vigente no país, ela terá sido cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%.

Taxa Selic

O Boletim Focus também ouviu os analistas do mercado sobre suas expectativas em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic. Em 2022, a estimativa é que ela fique em 11,75% ao ano — na semana passada, a projeção era de 11,5%.

Atualmente, a Selic está em 9,25% ao ano.

Boletim Focus

Embora as oscilações para mais ou para menos pareçam representar pouca diferença, um simples aumento de 0,1 ponto porcentual na estimativa de inflação ou de crescimento do PIB de uma semana para outra é significativo.

“O Focus é revisado toda semana. São 52 semanas no ano. Ele muda aos poucos. Em geral, a mediana muda mais lentamente”, explica a Oeste o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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