publicidade
Economia

Brasil, fábrica de fintechs

'Sufocado pela cultura da burocracia, o Brasil virou um terreno fértil para fintechs', afirma Dagomir Marquezi na Revista Oeste

Em sua coluna publicada na Edição 62 da Revista Oeste, Dagomir Marquezi vaticina que os “bancões” vão ter de rebolar para fazer frente às inovações tecnológicas e financeiras que o mercado está criando.

“A explosão das fintechs tem a ver com a pandemia da covid-19? Sim, claro. Quem quer continuar frequentando agências de banco? Mas a pandemia foi apenas o gatilho para um fenômeno que esperava o momento certo para explodir. As fintechs são também fruto de fatores tecnológicos, como inteligência artificial, evolução do big data, processos de automação robótica e blockchain”, afirma o colunista.

Receba nossas atualizações

Leia outro trecho

“Sufocado pela cultura da burocracia, o Brasil virou um terreno fértil para fintechs. De certa forma elas combinam (positivamente) com nossa cultura do ‘jeitinho’. Em 2017, o Goldman Sachs lançou um relatório de 44 páginas alertando investidores globais de que nosso país (que já tinha 200 fintechs na época) poderia virar uma potência nessa área. Em menos de três anos, o número de empresas foi para 771. O estudo do Goldman Sachs citava a bizarra ‘estrutura oligopolista do mercado’ brasileiro, com 84% do sistema bancário nas mãos de cinco instituições. Nos Estados Unidos, os cinco maiores bancos tinham apenas 20% de todas as filiais.

Os bancos tradicionais estão tendo de rebolar. Muitos dos seus rituais, pompas, agências e quadros de funcionários estão encolhendo. As fintechs rapidamente conquistam terreno diante dos ‘bancões’. No C6, por exemplo, criado em outubro de 2018, você consegue (dependendo das condições) abrir sua conta em vinte minutos. E pode fazer isso a qualquer hora, em casa. Resultado: antes de completar seu primeiro aniversário, o C6 tinha 200 mil clientes. No segundo aniversário, esse número havia se multiplicado por 10. O pioneiro Nubank tem dez vezes isso: 20 milhões de clientes. Por outro lado, segundo o site Fintech Brasil, a receita dos quatro maiores bancos tradicionais (Itaú, Santander, Banco do Brasil e Bradesco) caiu 23% em 12 meses.”

Revista Oeste

Além do artigo de Dagomir Marquezi, a Edição 62 da Revista Oeste traz reportagens especiais e textos de J. R. Guzzo, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino, Ana Paula Henkel, entre outros.

Startup de jornalismo on-line, a Revista Oeste está no ar desde março de 2020. Sem aceitar anúncios de órgãos públicos, o projeto é financiado diretamente por seus assinantes. Para fazer parte da comunidade que apoia a publicação digital que defende a liberdade e o liberalismo econômico, basta clicar aqui, escolher o plano e seguir os passos indicados.

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade