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Economia

Brasil trava e perde 42% de riqueza para a média mundial

País estancou nos anos 1980 e hoje entrega ao cidadão renda inferior à dos vizinhos emergentes

Grande fluxo de pessoas caminhando em rua movimentada de cidade do Brasil
O PIB é um dos principais indicadores da economia brasileira | Foto: Agência Brasil/Divulgação.

O brasileiro empobreceu em relação ao resto do mundo nas últimas quatro décadas. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita global saltou 675% entre 1980 e 2025, enquanto o índice nacional subiu apenas 428%. Os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que a riqueza média por habitante no Brasil está abaixo da média mundial desde 2015.

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A distância para outras nações aumentou logo que o modelo de crescimento brasileiro se esgotou. Se o país tivesse mantido o ritmo de países como Coreia do Sul e Romênia, a renda média do cidadão seria US$ 13,4 mil maior hoje. O brasileiro médio teria US$ 31,9 mil por ano, em vez dos atuais US$ 18,4 mil registrados pela Penn World Table.

O fim do ímpeto

Especialistas identificam uma quebra definitiva no fôlego da economia em 1981. O país abandonou o crescimento robusto das décadas anteriores e mergulhou em instabilidade. O Brasil desperdiçou os anos 1980 com calotes e inflação descontrolada. O Plano Real estabilizou os preços em 1994, mas foi insuficiente para retomar a velocidade global.

O Brasil patina devido à baixa produtividade e falta de investimento. A economia nacional ignora a integração com o mercado externo e mantém um ambiente de negócios caro. A qualificação da mão de obra parou no tempo, o que trava o setor de serviços, responsável por 70% dos empregos no país.

O bonde perdido

Países que saíram da armadilha da renda média apostaram em inovação e instituições sólidas. O Brasil seguiu o caminho oposto. O governo adotou políticas de proteção para setores ineficientes, como a indústria naval. Essas decisões isolaram o mercado interno e afastaram o país das cadeias de produção mundiais.

A abertura comercial dos anos 1990 não teve continuidade. O país perdeu o auge da globalização e agora demonstra lentidão para adotar novas tecnologias. Sem reformas profundas na educação e na infraestrutura, o Brasil corre o risco de perder também a corrida da inteligência artificial.

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