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Economia

Braskem deixa índice da Bolsa de Valores do Brasil

Petroquímica é responsável por mina que corre risco de colapsar em Maceió

Incerteza com economia dos EUA se dissemina e ações caem pelo mundo | Foto: Divulgação/Wikimedia Commons
Incerteza com economia dos EUA se dissemina e ações caem pelo mundo | Foto: Divulgação/Wikimedia Commons

A Bolsa de Valores do Brasil, a B3, anunciou que as ações da Braskem não serão mais parte da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). A medida contra a petroquímica terá início a partir de sexta-feira 8.

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O agravamento da crise da mina de extração de sal-gema em Maceió é o que motivou a decisão da B3. O local, sob controle da Braskem, corre risco de colapsar. Com afundamento do solo, bairros inteiros da capital de Alagoas foram evacuados nos últimos dias.

O ISE funciona como uma ferramenta de análise de sustentabilidade das empresas listadas na B3. O índice visa a avaliar as companhias com base em ações de ESG, sigla em inglês referente a práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização.

“Em função da situação de emergência decretada pela Prefeitura de Maceió, envolvendo uma mina da Braskem, a B3 iniciou em 1º de dezembro o plano de resposta a eventos ESG relacionados ao ISE B3”, afirma, em comunicado, a direção da Bolsa de Valores do Brasil.

Leia também: “Braskem: ‘Há bons indicativos de que o solo está se acomodando'”

Ao mercado financeiro, a B3 afirma que decisão não deve ser tomada como prejulgamento das responsabilidades da companhia, mas ocorre, sim, da aplicação do que é previsto na metodologia do ISE.

De acordo com a B3, a decisão de excluir a Braskem do ISE considerou os quatro pilares do indicador:

  1. impacto ESG da crise;
  2. gestão da crise pela companhia;
  3. impacto de imagem da crise na empresa; e
  4. resposta da companhia à crise

Decisão da B3 contra a Braskem se dá no contexto do agravamento da crise em Maceió

Braskem índice
A crise foi consequência das atividades de mineração da Braskem na região | Foto: UFAL/Agência Brasil

Em 2018, tremores de terra nos bairros Bebedouro, Mutange, Bom Parto, Farol e Pinheiro, em Maceió, provocaram rachaduras em moradias e estabelecimentos comerciais da capital alagoana. O caso foi uma consequência as atividades de mineração da Braskem na região para a extração do sal-gema, sal retirado por perfuração subterrânea.

Leia também: “Braskem cancela participação na COP28 diante do agravamento da crise de Maceió”

Mais de 14 mil imóveis foram afetados com os tremores e mais de 55 mil pessoas sofreram com remoções emergenciais. As ações da companhia na bolsa de valores registraram uma queda de 23,21% do seu valor de mercado desde janeiro de 2023.

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