O Banco de Brasília (BRB) informou nesta sexta-feira, 19, que não possui contrato com o PicPay no contexto da Operação Juro Zero, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
A investigação apura um suposto esquema de fraudes envolvendo a folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal.
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Segundo informações de bastidores, a apuração envolve a Secretaria de Economia do DF e o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF). Os investigadores suspeitam da realização de descontos indevidos na folha de pagamento de servidores, apresentados como “taxas”, com base em um decreto distrital publicado em 8 de agosto de 2024. À época, a Secretaria de Economia era comandada por Ney Ferraz.
BRB e PicPay se manifestam sobre a investigação
Em nota, o BRB afirmou que não exerce qualquer ingerência sobre a contratação, as condições financeiras ou o relacionamento entre servidores públicos e o PicPay.
O banco também declarou que, nos empréstimos consignados contratados diretamente junto à instituição, observa os limites e margens previstos na legislação.
A instituição destacou ainda que os fatos investigados não envolvem a atual administração do banco.

“Por fim, o BRB reforça o seu compromisso com a integridade, a conformidade e a transparência, e colabora integralmente com as autoridades competentes”, informou.
O PicPay também se manifestou sobre a operação. Em nota, a empresa afirmou que segue a legislação e as normas aplicáveis ao setor financeiro e de meios de pagamento.
A fintech declarou que não reconhece irregularidades nas operações mencionadas pela investigação e rejeitou a alegação de cobranças indevidas.
Segundo a empresa, seus produtos e serviços são ofertados de acordo com as regras vigentes e passam por mecanismos de controle internos.
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