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Economia

BRB tem ao menos 30 dirigentes ligados ao caso Master, diz auditoria

Banco estatal apura compra de carteiras fraudulentas de Daniel Vorcaro, que causaram prejuízo de R$ 12,2 bilhões

Autoridades suspeitam que Master e BRB usaram suposta fraude para movimentações recorrentes | Montagem sobre fotos: Rovena Rosa/Joédson Alves/Agência Brasil
Fachadas do Banco Master e do BRB | Montagem sobre fotos: Rovena Rosa/Joédson Alves/Agência Brasil

Depois da apuração sobre a tentativa de compra do Master, em 2025, o Banco de Brasília (BRB) afastou todos os dirigentes envolvidos no episódio, conforme apontou auditoria conduzida pela Kroll e pelo escritório Machado Meyer Advogados.

A informação é do jornal O Globo.

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O relatório responsabiliza 30 gestores pela aquisição de carteiras fraudulentas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Juntas, causaram um prejuízo de R$ 12,2 bilhões ao banco público de Brasília.

Pelo menos dez dessas pessoas podem responder a processos judiciais por eventuais crimes relacionados ao caso.

Entre elas, estariam o ex-presidente Paulo Henrique Costa e o diretor de Finanças e Controladoria Dario Oswaldo Garcia Júnior.

Já os demais, principalmente integrantes do grupo responsável por avaliar a operação com o Master, deverão responder administrativamente.

Implicações para os funcionários do BRB envolvidos

Fachada do prédio do Banco de Brasília: tentativa de reduzir o prejuízo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Fachada do prédio do Banco de Brasília: tentativa de reduzir o prejuízo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

De acordo com o relatório, os envolvidos colaboraram para aprovar as operações ao driblar o Conselho de Administração.

Por serem funcionários concursados em cargos comissionados, retornarão às funções originais e terão redução significativa de salário, passando dos atuais R$ 30 mil para cerca de R$ 4 mil.

Nos últimos meses, parte desses gestores, principalmente ex-diretores e alguns superintendentes, já havia sido desligada.

Isso sugere que nem todos os atuais integrantes da diretoria precisarão deixar imediatamente seus cargos.

Leia também: “O rastro da roubalheira”, reportagem de Sarah Peres publicada na Edição 314 da Revista Oeste

Entre as provas reunidas pela auditoria, há e-mails em que se observa a persistência na concretização da compra das carteiras. Algumas mensagens mostram que superintendentes sugeriram baixar o valor dos aportes para menos de R$ 750 milhões, limite a partir do qual seria necessária aprovação do Conselho de Administração.

Uma das transações sob investigação envolveu a compra de ações do BRB por aliados de Vorcaro. A medida fez com que fundos ligados ao Master e à gestora Reag se tornassem o segundo maior acionista do banco, atrás apenas do governo do Distrito Federal, com 23,5% das ações.

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1 comentário
  1. paulo jose do nascimento filho
    paulo jose do nascimento filho

    Este cofrinho estatal tem mais buracos que o Master

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