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Economia

BTG negocia compra de operação do Julius Baer no Brasil

Transação envolve cerca de R$ 70 bilhões em ativos sob gestão e custódia

BTG está em negociações com banco suíço | Foto: Divulgação/BTG Pactual; tributação
BTG está em negociações com banco suíço | Foto: Divulgação/BTG Pactual

O Banco BTG Pactual está em negociações para adquirir a operação brasileira do Julius Baer Group, em um acordo avaliado em R$ 1 bilhão. Conforme apuração da Bloomberg, a transação envolve cerca de R$ 70 bilhões em ativos sob gestão e custódia.

O objetivo é fechar o acordo ainda em janeiro, segundo fontes informaram à agência de notícias. No entanto, as conversas continuam, e o negócio pode não se concretizar. Outros bancos, como Santander, Safra e XP, também manifestaram interesse na aquisição.

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O Julius Baer iniciou suas operações no Brasil em 2005, quando abriu seu primeiro escritório. Desde então, expandiu-se com a compra dos family offices GPS e Reliance. As duas empresas se fundiram em fevereiro de 2020.

O BTG já possui um negócio multifamily office, com mais de R$ 40 bilhões em ativos sob gestão. A aquisição da unidade do Julius Baer poderia complementar essa área de atuação.

Negociação com BTG acontece depois de desafios do Julius Baer

Em novembro, 2024, o Julius Baer contratou o Goldman Sachs para auxiliar na busca por compradores de sua operação brasileira. A decisão faz parte de uma estratégia para contornar desafios recentes enfrentados pelo banco suíço.

Leia também: “BTG Pactual compra Banco Nacional, em liquidação desde 1995”

O grupo tem enfrentado dificuldades para restabelecer a confiança dos investidores, especialmente depois dos problemas relacionados ao colapso do império imobiliário do magnata austríaco Rene Benko, que afetaram negativamente as ações da empresa.

Nos últimos 12 meses, as ações do Julius Baer recuperaram-se em 24%, em comparação com um aumento de 4,5% do Índice de Mercado Suíço. Em setembro, a empresa emitiu € 500 milhões em novas dívidas. O movimento marcou o retorno da companhia ao mercado internacional de títulos em euros desde a saída do ex-CEO, Philipp Rickenbacher.

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