A Caixa Econômica Federal quer promover entre 15 e 20 leilões de Parcerias Público-Privadas (PPPs) na Bolsa de Valores do Brasil (B3) em 2026. A instituição encerrou 2025 com 130 contratos de estruturação de projetos, que somam mais de R$ 40 bilhões em investimentos estimados e abrangem cerca de 430 municípios.
Entre os empreendimentos em preparação está uma PPP de locação social em Recife, leiloada em maio na B3. O projeto prevê a construção de 1,1 mil unidades habitacionais em sete terrenos localizados na área central da capital pernambucana. O Consórcio Habitação Social Recife, formado pelas construtoras Sanco e CPM Engenharia, venceu o certame.
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Das unidades previstas, quase 640 serão destinadas à locação social para famílias com renda entre um e 3,5 salários mínimos. As demais serão comercializadas ou financiadas para beneficiários enquadrados nas faixas 2 e 3 do programa Minha Casa Minha Vida.
A habitação social integra um conjunto de áreas contempladas pela carteira de PPPs da instituição. Os projetos em estruturação também envolvem iluminação pública, gestão de resíduos sólidos, eficiência energética e educação infantil.
Em maio, a Caixa promoveu outro leilão na B3, desta vez para uma PPP de iluminação pública em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. O Consórcio Tradetek venceu o certame e ficará responsável pela modernização do sistema municipal de iluminação.
O Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos (FEP), administrado pela Caixa, financia parte dessas iniciativas. O mecanismo custeia estudos técnicos, jurídicos, econômicos e de engenharia necessários para que Estados e municípios desenvolvam projetos e realizem licitações.

O acordo da Caixa com a Presidência
Além da modelagem, o banco estatal pode participar das etapas posteriores dos empreendimentos, oferecendo financiamento aos concessionários e instrumentos de garantia previstos nos contratos.
Entre os projetos mais recentes estruturados com participação da Caixa está uma PPP voltada à eficiência energética do complexo da Presidência da República, em Brasília. O contrato prevê estudos para modernização dos sistemas de iluminação, climatização e geração de energia.
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