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Economia

Caso Master deve custar R$ 58 bilhões ao FGC

Liquidação do Banco Pleno eleva o rombo e obriga instituições financeiras a traçarem plano de socorro

Sede do Banco Master em São Paulo: FGC paga indenização recorde | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Sede do Banco Master em São Paulo: FGC paga indenização recorde | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O custo total para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no imbróglio que envolve o grupo do banqueiro Daniel Vorcaro pode atingir R$ 58 bilhões. A nova estimativa surgiu nesta quarta-feira, 18, logo que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Pleno.

De acordo com informações apuradas do jornal O Estado de S. Paulo, o valor bilionário compreende a linha de liquidez concedida ao Master em 2025, somada às garantias que o fundo deve honrar pelas liquidações dos bancos Master, Will e, agora, Pleno.

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O FGC confirmou que terá de ressarcir R$ 4,9 bilhões aos 160 mil credores do Banco Pleno que possuem depósitos cobertos pela garantia ordinária. Como a instituição já não integrava formalmente o conglomerado Master no momento da quebra, os investidores mantêm o direito de receber até R$ 250 mil por CPF em cada uma das instituições liquidadas. Conforme o Estadão, o conselho da entidade aprovou um plano emergencial na última semana para evitar o esgotamento total de suas reservas.

Bancos preparam adiantamento bilionário de contribuições

Para recompor o caixa e manter o seguro dos depósitos bancários, as instituições associadas planejam adiantar imediatamente o equivalente a cinco anos de contribuições futuras ao fundo. O cronograma prevê o pagamento desse montante em três parcelas mensais ainda neste trimestre. Ainda segundo o jornal, o setor avalia novas antecipações de 12 meses em 2027 e mais 12 meses em 2028, totalizando sete anos de repasses adiantados para garantir a liquidez do sistema.

Além do adiantamento, o esquema de socorro prevê um aumento extraordinário nas mensalidades pagas pelos bancos ao FGC. A proposta em discussão estabelece uma elevação entre 30% e 60% no valor das contribuições por um período mínimo de cinco anos. O objetivo é assegurar que, até o fim de março, o fundo possua caixa líquido compatível com o risco atual do sistema financeiro, mitigando o impacto das sucessivas quebras ligadas ao caso Master.

Uso de compulsórios e resposta do Banco Central

Uma ala do setor financeiro defende ainda a destinação de recursos do compulsório de depósitos à vista para auxiliar na reconstrução da liquidez da entidade. Essa medida, no entanto, depende de autorização direta do Banco Central, que ainda não emitiu um parecer oficial sobre a viabilidade da proposta. Segundo o Estadão, as negociações entre os bancos, o FGC e a autoridade monetária ocorrem sob sigilo e devem resultar em uma deliberação definitiva no curto prazo.

Em nota oficial, o Fundo Garantidor de Créditos evitou comentar as alternativas específicas avaliadas internamente, limitando-se a confirmar que as discussões para a recomposição da liquidez estão avançadas. A entidade reafirmou o compromisso de honrar as garantias aos poupadores e manter a estabilidade do mercado. O mercado aguarda agora a formalização do plano para entender o fôlego real do fundo diante do maior prejuízo de sua história recente.

Leia também: “Novo resort da rede Tayayá está em construção”

E mais: “Sem saída”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 309 da Revista Oeste

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