O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, deu uma declaração que contradiz o diretor de Fiscalização da instituição, Ailton Aquino, sobre o Banco Master.
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Em evento da Associação Brasileira de Bancos, nesta segunda-feira, 9, Galípolo explicou que o BC abriu dúvidas sobre as carteiras do Master desde janeiro de 2025. O presidente também disse que a instituição formou um grupo específico em fevereiro daquele ano para investigar o caso.
Versões de Galípolo e Aquino
Ainda segundo Galípolo, o relatório de março já apontava indícios documentados sobre irregularidades na carteira de créditos. A fraude foi denunciada no mesmo mês em que foi anunciada a possível compra do Master pelo BRB.
Aquino, por sua vez, detalhou em depoimento à PF que a confirmação da fraude ocorreu apenas depois de conversas com representantes da sociedade de crédito Cartos e Tirreno em junho de 2025.
“Quando foi que decidimos, de fato, fazer a comunicação e a certeza da inexistência [da carteira]?”, indaga Aquino, segundo informações do site Poder360. “Foi quando fizemos uma reunião com representantes da Cartos e da Tirreno. Está na minha agenda pública.”
Segundo o Poder360, relatos de Aquino sugerem que a inclusão dos créditos da Tirreno no Sistema de Informações de Crédito (SCR) pelo BRB só ocorreu depois de questionamentos do BC em março.
“Teve um questionamento em março, que está nos autos do ofício”, disse Aquino. “O documento mostra nossa preocupação e, a partir daí, o BRB reporta não necessariamente para mim, sim, mas para meu time.”
Comunicação às autoridades e consequências para o banco
Galípolo enfatizou que não cabe à autoridade monetária determinar crimes, mas sim comunicar fatos às autoridades competentes. “O BC faz notícias de fatos”, afirmou, segundo o Poder360. “A instituição não encontra crimes. O BC noticia fatos que vão ser investigados por quem tem muita competência para fazê-lo.”
Apesar das suspeitas em março, não ficou claro se o BC formalizou a comunicação de irregularidades às autoridades na ocasião ou só depois da reunião de junho. Segundo o Poder360, documentos mostram que o Ministério Público Federal foi notificado em julho.

Durante as investigações, o BC analisou a possibilidade de aquisição do Master pelo BRB. No entanto, segundo Galípolo, mudanças frequentes no envio de documentos atrasaram o processo.
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Galípolo ainda revelou que, em 2025, a captação líquida do Master coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito teve queda de mais de R$ 9 bilhões em relação ao ano anterior, enquanto a não coberta recuou R$ 2 bilhões. O aporte do acionista Daniel Vorcaro superou R$ 2 bilhões.
Segundo o presidente, o trabalho conjunto com o FGC permitiu fundamentar a rejeição da compra pelo BRB e a liquidação do banco.








































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