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Economia

Coca-Cola, Tesla e eBay pedem aos EUA que não imponham tarifas sobre produtos brasileiros

Empresas afirmam que medida pode elevar custos, afetar cadeias de suprimentos e reduzir a competitividade da indústria norte-americana

Vista externa da Gigafactory Tesla durante uma viagem de mídia organizada pelo governo em Xangai, China - 14/4/2026 | Foto: Go Nakamura/Reuters
Tesla é uma das empresas que é contra taxação de 25% de produtos brasileiros | Foto: Go Nakamura/Reuters

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Empresas norte-americanas, como Coca-Cola, Tesla e eBay, solicitaram ao governo dos EUA, em 1º de julho, que não adotasse tarifas sobre produtos brasileiros, durante uma consulta pública do Departamento de Comércio Americano (USTR). Elas argumentam que as tarifas prejudicariam o fornecimento e a produção nos EUA. A Coca-Cola pediu isenção para insumos de laranja e limão, a Tesla destacou que as tarifas afetariam sua competitividade, e o eBay solicitou isenção para produtos usados.

Empresas norte-americanas, como Coca-Cola, Tesla e eBay, recomendaram ao governo dos Estados Unidos a não adoção de tarifas sobre produtos brasileiros. Elas enviaram os pedidos em 1º de julho ao Departamento de Comércio Americano (USTR). O órgão abriu uma consulta pública para receber comentários de companhias, associações e cidadãos.

As companhias afirmam que as tarifas prejudicam o fornecimento, a produção e o comércio de produtos em território norte-americano.

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O USTR recebeu, ao todo, 365 comentários de empresas, associações e pessoas físicas.

O que a Coca-Cola disse

A Coca-Cola pediu ao USTR a manutenção da isenção para insumos de laranja importados do Brasil. A empresa também solicitou uma exclusão equivalente ou um regime de transição para insumos de limão usados na fabricação de bebidas.

Segundo a Coca-Cola, a tributação adicional “poderia provocar interrupções nas cadeias de suprimentos” e “elevaria os custos de produção no país”. A fabricante pede que a decisão do USTR “seja direcionada e operacionalmente viável, de forma a alcançar esses objetivos sem causar interrupções desnecessárias à indústria norte-americana de alimentos e bebidas”.

Coca-Cola
A Coca-Cola importa sumo de laranja congelado do Brasil | Foto: Reprodução/ Coca-Cola

Os Estados Unidos lideram a importação de sumo de laranja congelado do Brasil, segundo a plataforma ComexStat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Em 2026, as exportações brasileiras de laranja para o mercado norte-americano somam US$ 139 milhões. Os EUA ocupam a 15ª posição no destino dos limões brasileiros.

O que a Tesla disse

A Tesla afirmou que as tarifas comprometem a competitividade de seus veículos. A montadora pediu que a decisão do departamento “leve em consideração as limitações das cadeias de suprimentos e outros fatores que atualmente afetam os fabricantes norte-americanos”.

A empresa informou que “investiu bilhões de dólares para estabelecer uma cadeia de fornecimento robusta e verticalmente integrada nos Estados Unidos”. Contudo, destacou que “certos insumos críticos ainda não podem ser obtidos nos Estados Unidos em escala e com a qualidade necessárias para sustentar uma manufatura norte-americana competitiva”.

Leia também: “EUA iniciam audiência sobre tarifa de 25% contra produtos brasileiros”

A companhia utiliza peças e componentes adquiridos no Brasil. Por isso, a Tesla solicitou “medidas cuidadosamente calibradas, que levem em conta essa realidade”.

O que o eBay diz

O eBay também prevê impactos da taxação. Em documento de 13 páginas, a empresa pediu isenção para produtos usados e afirmou que “a isenção evitaria aumento de custos para milhões de famílias norte-americanas”.

Pequenos revendedores realizam parte do comércio internacional da plataforma. O eBay afirma que as tarifas “criariam custos fixos de importação” superiores ao valor dos produtos, inviabilizando operações. A cobrança traria o efeito contrário ao pretendido, pois os consumidores norte-americanos comprariam itens novos e baratos em vez de usados.

Além disso, a empresa diz que a taxação de usados não pressionaria os fabricantes brasileiros, pois eles receberam pelos produtos “zero” anos antes.

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