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Economia

Tarifaço: governos estaduais ampliam socorro a exportadores; Nordeste analisa redirecionar alimentos

São Paulo libera verba recorde; Ceará pode comprar peixes e castanhas para escolas

'Quantas ações judiciais, quanta guerra, confusão, que vinham daqueles que não entendem', disse Tarcísio de Freitas, ao celebrar a privatização da Sabesp | Francisco Cepeda/Governo do Estado de São Paulo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ampliou o pacote de ajuda aos exportadores | Francisco Cepeda/Governo do Estado de São Paulo

O tarifaço de 50% decretado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pressionou os governos regionais a agirem. Os Estados mais impactados, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Ceará, iniciaram uma série de medidas para reduzir os prejuízos das empresas exportadoras.

A medida norte-americana preserva itens como suco de laranja, petróleo e aviões da Embraer. No entanto, atinge setores estratégicos da economia nacional, como café, carnes, calçados, cerâmica, peixes e castanha-de-caju.

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ampliou o pacote de ajuda aos exportadores. O programa inclui R$ 400 milhões em crédito subsidiado e a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS acumulados, por meio do ProAtivo.

Cada empresa poderá requisitar até R$ 120 milhões. Exportadores que negociam com os EUA terão limite quatro vezes maior do que os demais. As liberações começam em setembro.

“Essa é a maior liberação de crédito da história de São Paulo”, disse Tarcísio. Estamos adotando medidas concretas para preservar a competitividade da nossa indústria e proteger o emprego e a renda dos paulistas.”

No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSD) decidiu manter o crédito emergencial de R$ 100 milhões, operado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. A medida contempla empresas de armas, calçados e outros segmentos que enfrentaram a nova alíquota.

Além do crédito, o Estado avalia autorizar o uso de créditos de ICMS acumulados pelas empresas exportadoras. A proposta é permitir que os valores sejam vendidos a outras companhias da cadeia produtiva, o que geraria liquidez para o setor.

Governo do Paraná e Sudeste apostam em crédito

No Ceará, a indústria do pescado entrou na lista de produtos sobretaxados. O governador Elmano de Freitas (PT) propôs comprar peixes e castanha-de-caju que perderam o mercado norte-americano. Os alimentos seriam distribuídos em escolas, hospitais e programas sociais.

A iniciativa deve integrar o programa Ceará Sem Fome, que serve 130 mil refeições diárias. A ideia é ajudar os produtores enquanto se buscam novos compradores internacionais.

“Podemos pegar a castanha-de-caju e colocar na merenda escolar, seja nas nossas universidades, seja para as nossas escolas e também nos nossos hospitais”, argumentou Elmano.

No Paraná, o setor madeireiro foi o principal atingido. Apesar da isenção para “madeira tropical”, a medida não beneficia a produção local, que se concentra em reflorestamento.

O governo estadual mantém programas de crédito e renegociação de dívidas com subsídio. Também avalia novo aporte no Fundo de Desenvolvimento Econômico para ampliar o crédito com juros reduzidos.

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Governos do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de Sergipe criaram grupos de trabalho para medir o impacto econômico da taxação. O objetivo é levantar dados, ouvir setores afetados e elaborar propostas com o governo federal.

No caso do Rio, o grupo técnico ampliou as análises depois da formalização da ordem executiva. O foco está em ouvir empresas e construir respostas coordenadas.

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