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Economia

Conta de luz terá cobrança extra em maio com bandeira amarela

Mudança encerra sequência sem taxa adicional e reflete queda no volume de chuvas

Folha defende autonomia da Aneel
A alteração ocorre em meio à redução do volume de chuvas | Foto: Divulgação/Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica confirmou nesta sexta-feira, 24, o acionamento da bandeira tarifária amarela para o mês de maio. Com a mudança, consumidores passarão a pagar um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Trata-se da primeira cobrança extra aplicada nas contas de luz em 2026.

De janeiro a abril, a bandeira permaneceu verde, cenário que indicava condições favoráveis de geração de energia e ausência de cobranças adicionais. A alteração ocorre em meio à redução do volume de chuvas, típica da transição do período chuvoso para o seco, o que impacta diretamente o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

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Menos chuva pressiona geração e eleva custos

Com menor capacidade de geração hídrica, o sistema elétrico passa a depender mais de usinas termelétricas, que têm custo mais elevado. Esse fator levou à mudança da bandeira tarifária, que funciona como um indicativo mensal das condições de geração de energia no país.

Dados recentes já apontavam essa tendência. Apesar de em fevereiro ter registrado aumento no volume de chuvas e melhora nos reservatórios, as projeções indicavam queda nos índices ao longo do ano. 

pancadas de chuva - defesa civil sp
Apesar da alta de chuvas e da recuperação dos reservatórios em fevereiro, as projeções já apontavam queda ao longo do ano | Foto: Divulgação/Governo de SP

A possibilidade de um evento climático como o El Niño no segundo semestre reforça o cenário de menor precipitação, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, o que pode pressionar ainda mais os custos.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias antecipa ao consumidor os impactos das condições de geração de energia. Antes desse modelo, custos extras eram repassados apenas nos reajustes anuais das tarifas, com incidência de juros.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais manifestou preocupação com a mudança. Segundo a entidade, o impacto recai diretamente sobre as contas de luz e sobre os custos da indústria, que depende da energia como um dos principais insumos.

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