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Economia

Copom deve manter Selic em 15% e indicar quando começará a reduzir juros

Mercado busca pistas sobre o ritmo da política monetária e riscos que podem adiar cortes esperados para 2026

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O início da redução da Selic divide opiniões de analistas | Foto: Shutterstock

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) se reúne nesta terça-feira, 4, para a penúltima decisão sobre a taxa básica de juros do ano. A expectativa é de manutenção da Selic em 15%, nível considerado necessário para conter a inflação, ainda acima da meta oficial.

O foco do mercado está no comunicado que o BC divulgará nesta quarta-feira, 5. Analistas esperam sinais sobre o momento em que poderá começar o ciclo de redução dos juros, previsto para ocorrer em 2026.

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Expectativas em queda, mas ainda fora da meta

Divulgado nesta segunda-feira, 3, o Boletim Focus reduziu, pela sexta semana seguida, a previsão de inflação, agora em 4,55% no fim de 2025. Apesar do recuo, as projeções seguem acima da meta de 3%, dentro de uma margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.

A desaceleração dos preços tem sido sustentada pela valorização do real, pela estabilidade das commodities e pela redução dos custos de produção. A queda no preço dos alimentos também contribui para o movimento de desinflação observado nos últimos meses.

Quando virão os cortes na Selic

O início da redução da Selic divide opiniões. Segundo a CNN, a Warren Investimentos estima o primeiro corte em janeiro, com ajuste de 0,25 ponto porcentual e encerramento de 2026 em 12,25%. Já a Suno Research projeta o início em março, com queda de 0,5 ponto e Selic em 12,50% no fim do ano.

Outras casas de análise esperam um início entre março e abril, com cortes graduais de até 3 pontos porcentuais no total. Mesmo assim, o juro terminal continuaria em patamar restritivo, sinal de que o Banco Central pretende agir com prudência no processo de normalização.

Riscos no horizonte

O cenário para 2026 ainda traz incertezas. O desempenho das commodities, as decisões de juros nos Estados Unidos e a evolução de tensões comerciais globais são fatores que podem interferir na inflação brasileira.

No campo doméstico, o ano eleitoral adiciona novos riscos. Um aumento de gastos públicos ou mudanças nas regras fiscais podem elevar a pressão sobre os preços e dificultar a tarefa do BC.

Analistas avaliam que 2026 tende a ser um período de maior volatilidade, com desafios fiscais e mudanças nas economias desenvolvidas que afetam diretamente a condução da política monetária no Brasil.

Leia também: “Com déficit bilionário, Correios querem ensinar educação financeira”

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