Os Correios somam mais de três anos no vermelho e projetam perdas de até R$ 10 bilhões em 2025. Para 2026, a previsão é ainda mais grave: um rombo de R$ 23 bilhões.
Divulgado na sexta-feira 28, o balanço mais recente mostra que a estatal fechou os nove primeiros meses do ano com déficit de R$ 6 bilhões.
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No semestre anterior, o valor era de R$ 4,36 bilhões.
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Um relatório do Tribunal de Contas da União indica problemas adicionais. A auditoria identificou que os Correios deixaram de registrar cerca de R$ 1 bilhão em perdas judiciais no balanço de 2023.
Como resultado, a direção dos Correios tenta viabilizar um empréstimo de R$ 20 bilhões para aliviar a situação financeira. Com o aval do Tesouro Nacional, a negociação envolve bancos públicos e privados.
A administração busca condições mais vantajosas antes de concluir o acerto, previsto para a próxima semana. Pelo desenho atual, o dinheiro seria repassado em etapas, estratégia usada para impedir que recursos permaneçam parados e gerem custos adicionais, já que parte das verbas só será usada em 2026.
O contrato prevê quitação em 15 anos, com início dos pagamentos apenas depois de um período de carência de pelo menos dois anos.
No plano de reestruturação, a estatal pretende reduzir despesas com a saída de cerca de 10 mil funcionários por meio de um programa de demissão voluntária. O projeto também inclui o fechamento de mil agências.
Haddad descarta plano de privatização dos Correios
Apesar da gravidade do cenário, o governo federal descarta a privatização da empresa. Em entrevista recente à GloboNews, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não há qualquer discussão nesse sentido.
O petista defende que os serviços postais são estratégicos para a universalização do atendimento em todo o país. Segundo ele, seria difícil justificar que um Estado nacional abrisse mão desse tipo de operação.
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A Fazenda solicitou à empresa informações detalhadas sobre o plano de reestruturação, com projeções financeiras e medidas concretas. Somente depois dessa análise o governo pretende definir eventuais intervenções.
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