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Economia

Correios rompem contrato com fintech suspeita de ligação com o PCC

Acordo entre a estatal e a instituição financeira era de R$ 56,8 milhões

O contrato de R$ 56,8 milhões firmado entre os Correios e a Berlin Finance, conhecida anteriormente como BK Bank, foi suspenso nesta terça-feira, 2. A fintech é investigada por atuar como banco paralelo do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria movimentado R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024, segundo informações da Receita Federal.

O acordo, firmado em 2021, previa a prestação de serviços relacionados a pagamentos por cartão nas agências dos Correios.

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As operações com cartões já estavam interrompidas desde quinta-feira 28, devido à Operação Carbono Oculto, desencadeada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público para combater a infiltração do PCC no setor financeiro e de combustíveis.

Suspensão e providências dos Correios

Em comunicado oficial, os Correios informaram: “Os pagamentos via cartão estão suspensos desde quinta-feira 28, nas agências próprias dos Correios, por indisponibilidade do sistema da empresa responsável pelo serviço”, confirmando a suspensão do contrato.

A estatal explicou ainda que o processo administrativo segue os trâmites legais e acrescentou: “Prezando pelo melhor atendimento aos clientes, os Correios estão adotando as providências necessárias para a normalização do serviço no menor prazo possível”.

O que o PCC adquiriu com fintechs

PCC é umas das principais facções criminosas do país | Foto: Reprodução/Agência Brasil
PCC é umas das principais facções criminosas do país | Foto: Reprodução/Agência Brasil

De acordo com a investigação da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo, o PCC esteve no controle de pelo menos 40 fundos de investimento, estimados em R$ 30 bilhões, resultado de operações ilícitas e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

A investigação revela que a organização criminosa adquiriu 1,6 mil caminhões, quatro usinas de álcool, um terminal portuário, mais de cem imóveis, seis fazendas no interior paulista e uma residência avaliada em R$ 13 milhões em Trancoso, Bahia, com uso de recursos provenientes do esquema.

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O levantamento mostra que a movimentação financeira do grupo alcançou R$ 52 bilhões por meio de postos ligados à facção, com recolhimento de impostos abaixo do exigido pela legislação. As fintechs serviram como bancos paralelos, dificultando o rastreamento dos valores; uma delas transacionou mais de R$ 46 bilhões no período investigado. Os valores eram reinvestidos em diferentes ativos, como fundos, propriedades, usinas e veículos.

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