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No primeiro semestre de 2026, o comércio entre Brasil e Estados Unidos caiu 12,8%, totalizando US$ 36,4 bilhões, o menor valor em cinco anos, segundo a Amcham. As exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 17,4 bilhões, com uma queda de 13% e uma participação de 9,4% nas vendas externas, a menor desde 1997. Apesar da retração, houve um crescimento de 3,7% nas exportações em junho. As importações também diminuíram 12,5%, resultando em um déficit comercial de US$ 1,5 bilhão, embora melhor que em 2025.
O comércio entre Brasil e Estados Unidos perdeu força no primeiro semestre de 2026 e alcançou o menor patamar para o período em cinco anos. De janeiro a junho, a corrente de comércio entre os dois países somou US$ 36,4 bilhões, queda de 12,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025, conforme dados divulgados nesta terça-feira, 8, pelo Monitor do Comércio Brasil–EUA, da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).
As exportações brasileiras para o mercado norte-americano totalizaram US$ 17,4 bilhões no semestre, recuo de 13% na comparação anual. Com isso, a participação dos Estados Unidos nas vendas externas brasileiras caiu para 9,4%, o menor porcentual registrado em um primeiro semestre desde 1997.
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O desempenho contrasta com a evolução das exportações brasileiras para outros mercados. Enquanto os embarques destinados aos Estados Unidos encolheram, as vendas externas do Brasil cresceram 11,5% no acumulado do semestre. Os maiores avanços ocorreram nas exportações para a China, com alta de 21,9%, e para a União Europeia, que avançaram 12,8%.

A indústria de transformação, principal componente da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos, respondeu por 83,9% das vendas ao país, mas registrou retração de 8,7%, para US$ 14,6 bilhões.
Segundo a Amcham, foi a primeira queda do setor desde o período da pandemia. Entre os produtos mais afetados estiveram os semiacabados de ferro e aço, cujas exportações recuaram 21,7%, refletindo o impacto das sobretaxas impostas ao segmento.
Alguns setores, contudo, apresentaram desempenho positivo. As exportações de aeronaves cresceram 32,9%, enquanto as vendas de carne bovina aumentaram 41% no período.
Apesar do resultado negativo no acumulado do semestre, o comércio mostrou sinais de recuperação em junho. As exportações brasileiras para os Estados Unidos avançaram 3,7% em valor no mês, interrompendo uma sequência de dez meses consecutivos de retração.

Brasil também reduziu importações de produtos dos EUA
As importações brasileiras de produtos norte-americanos também diminuíram. No primeiro semestre, o Brasil comprou US$ 18,95 bilhões dos Estados Unidos, redução de 12,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O principal impacto veio da queda de 76% nas aquisições de máquinas e motores não elétricos, o que representou uma diminuição de US$ 2,7 bilhões nas compras desse segmento.
Mesmo com a retração simultânea das exportações e das importações, a balança comercial entre os dois países permaneceu deficitária para o Brasil. O saldo negativo foi de US$ 1,5 bilhão no semestre, embora o resultado represente melhora de 6,9% em comparação com o deficit registrado no mesmo período de 2025.
Na análise regional, São Paulo manteve a liderança nas relações comerciais com os Estados Unidos. O Estado respondeu por 34,5% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano e por 38,2% das importações provenientes do país. Rio de Janeiro e Minas Gerais aparecem na sequência, com participações de 16,7% e 10,9% nas exportações, respectivamente, e de 8,4% e 7% nas importações.
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