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Economia

Dólar atinge R$ 6,19

A alta da moeda norte-americana ocorre em meio a aprovação de pacote fiscal e decisão do Banco Central dos EUA

Dólar dispara com novo leilão do BC
Em meio a uma nova alta do dólar, o Banco Central voltou a intervir no mercado financeiro | Foto: Aloísio Maurício/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O dólar chegou a R$ 6,19, nesta quarta-feira, 18. A alta reflete as expectativas dos investidores sobre o pacote fiscal que tramita no Congresso Nacional e a decisão do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, sobre a taxa de juros no país.

Na noite desta terça-feira, 17, a Câmara dos Deputados aprovou a primeira fase de um pacote de contenção de despesas proposto pelo governo federal. O projeto impede a ampliação de benefícios fiscais quando as contas públicas apresentam desempenho negativo.

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Além disso, se houver déficit primário, o pacote aciona um “gatilho” que limita o aumento dos gastos governamentais com pessoal. A Câmara ainda deve votar modificações nas regras do salário mínimo e dos abonos salariais.

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Depois da votação, as medidas seguirão para o Senado. O governo projeta uma economia de R$ 70 bilhões entre 2025 e 2026 e até R$ 327 bilhões até 2030. Contudo, o mercado financeiro permanece cético quanto à eficácia do pacote no controle da dívida pública a longo prazo.

Os analistas destacam que reformas estruturais, como na previdência, são necessárias. Apesar das expectativas de que o pacote fiscal traga alívio, há relutância em adotar medidas que afetem promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No cenário internacional, a decisão do Fed é aguardada. Espera-se um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros, o que pode levar as taxas a um intervalo entre 4,25% e 4,5% ao ano.

Dólar bate recorde

Na véspera da decisão, o dólar subiu 0,02%, ao fechar no valor recorde de R$ 6,09. O governo brasileiro enfrenta pressões para reduzir gastos e zerar o déficit público nos próximos dois anos, conforme o novo arcabouço fiscal.

A partir de 2026, o governo deve arrecadar mais do que gasta para controlar o endividamento. Contudo, sem reformas em despesas estruturais, como a previdência, há dúvidas sobre a viabilidade dessas metas.

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1 comentário
  1. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Enquanto isso, o governo entrega a chave do cofre para o Centrão. Agora vai!

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