A redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem corte salarial pode custar até R$ 80 bilhões à economia brasileira, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A proposta, que avançou no Congresso nos últimos meses, divide especialistas sobre seus efeitos para trabalhadores, empresas e consumidores.
A Edição 324 da Revista Oeste analisou os impactos da medida e reuniu avaliações de economistas, advogados trabalhistas e parlamentares envolvidos no debate. Embora a promessa de mais tempo livre tenha conquistado apoio entre parte dos trabalhadores, os críticos da proposta argumentam que a mudança pode produzir consequências que vão além da rotina dentro das empresas.
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Além da perda estimada para a atividade econômica, o estudo da CNI projeta aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor e impacto de 5,7% nos produtos vendidos em supermercados. Para especialistas ouvidos pela reportagem, o principal ponto de preocupação é o aumento do custo da hora trabalhada sem mecanismos de compensação para quem emprega.
Especialistas comentam redução da jornada do trabalho
A discussão alcança também o mercado de trabalho. Enquanto os defensores da proposta sustentam que jornadas menores podem estimular novas contratações, especialistas em relações trabalhistas avaliam que o resultado pode ser diferente, principalmente para pequenas e microempresas, responsáveis por boa parte dos empregos formais do país.

A reportagem examina ainda os argumentos apresentados por apoiadores e críticos da mudança, as experiências internacionais frequentemente citadas no debate e os possíveis reflexos sobre preços, produtividade, informalidade e geração de empregos. A íntegra da análise econômica está disponível na Edição 324 da Revista Oeste.
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