A Eletronuclear iniciou negociações com a Caixa Econômica Federal para suspender o pagamento de uma dívida que soma R$ 3,8 bilhões. A estatal busca um alívio imediato no caixa para garantir a continuidade de suas operações e viabilizar a retomada das obras da usina nuclear Angra 3. O débito refere-se a financiamentos antigos contratados para o setor atômico.
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A cúpula da empresa tenta um acordo de “standstill” (suspensão temporária de cobranças) para evitar que o serviço da dívida comprometa investimentos essenciais. Por causa da situação financeira delicada, a Eletronuclear argumenta que a pausa nos pagamentos é fundamental enquanto o governo federal não define o novo modelo de remuneração da energia de Angra 3. A usina, localizada no Rio de Janeiro, está com as obras paralisadas e sofre com constantes atrasos no cronograma.
O Ministério de Minas e Energia acompanha as conversas e deve atuar como mediador entre a estatal e o banco público. Para a Caixa, a suspensão exige garantias sólidas e um plano de reestruturação que comprove a capacidade de pagamento futura da companhia. A expectativa é que o desfecho da negociação ocorra ainda neste semestre, impactando diretamente o balanço da Eletrobras, que possui participação na empresa.
O impasse de Angra 3 para a Eletronuclear
A conclusão de Angra 3 é o maior desafio estratégico da Eletronuclear. A usina deve adicionar 1.405 megawatts à rede elétrica nacional, mas o custo total da obra continua a subir depois de décadas de interrupções. Além da dívida com a Caixa, a estatal enfrenta pressões para resolver pendências com o BNDES e outros credores internacionais.
Segundo jornal Folha de S.Paulo, analistas do setor elétrico avaliam que a saúde financeira da Eletronuclear depende de uma decisão política sobre a tarifa da energia nuclear, considerada mais cara que as fontes renováveis. Sem o ajuste tarifário, a estatal terá dificuldade para honrar os compromissos bilionários mesmo após uma eventual carência concedida pelos bancos. O governo Lula trata a conclusão da usina como prioridade para a segurança energética do Sudeste, mas o Ministério da Fazenda impõe restrições a novos subsídios.
O sucesso da negociação com a Caixa servirá como termômetro para a confiança do mercado na gestão da estatal. Caso as partes não cheguem a um acordo, a Eletronuclear corre o risco de sofrer execuções judiciais que poderiam paralisar as atividades em Angra 1 e Angra 2. O Palácio do Planalto quer evitar qualquer crise no setor atômico que possa gerar instabilidade no fornecimento de eletricidade para os grandes centros urbanos.
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APOSTO QUE ESSE JABUTI NÃO FOI CONTABILIZADO NO PREJUZO FISCAL…DECLARADO DE 2025 !