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Economia

Relatório mostra o impacto econômico dos jovens que não estudam nem trabalham

Projeção estima perda potencial de 10% do crescimento do PIB em 30 anos

Projeção considera jovens de 25 a 29 que não estudam e não trabalham | Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Um relatório feito pelo presidente do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), Paulo Tafner, mostra que o contingente de jovens de 25 a 29 anos que não estudam e não trabalham no Brasil — os chamados nem-nem — pode levar a uma perda potencial de 10 pontos porcentuais do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 30 anos.

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A projeção foi feita para o Estadão, e o resultado foi divulgado na edição desta terça-feira, 2. O estudo considerou a possível renda dessas pessoas caso estivessem em um grau de escolaridade mais elevado, similar ao do Chile. No país latino, um dado de 2020 mostra que 40,5% da população têm ensino superior completo. No Brasil, no mesmo ano, esse índice era de 23%.

A projeção de Tafner não considerou os nem-nem de 15 a 24 anos que não estudam e não estão no mercado de trabalho, porque nessa faixa etária os jovens ainda são dependentes (15 a 17 anos) ou estão em processo de emancipação (18 a 24 anos).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) inclui no grupo nem-nem pessoas de 15 a 29 anos e, em dezembro, o instituto revelou que o país tinha cerca de 10,9 milhões de pessoas nessa condição em 2022. Do total dos que estão fora das escolas e do emprego, 36,45% tinham entre 25 e 29 anos, segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2023 do IBGE.

“Eles são numerosos e são jovens. São pessoas que vão deixar de produzir por toda uma vida”, disse Tafner ao Estadão.

PIB pode deixar de crescer 10% por causa de jovens que não estudam e não trabalham

jovens
Jovens que não estudam nem trabalham entre 15 e 29 anos somam 10,9 milhões no Brasil | Foto: Reprodução/Freepik

Segundo Tafner, o potencial de alta do PIB do Brasil é de até 40% nas próximas três décadas. No estudo, Tafner considera que 22% de todos os brasileiros que têm entre 25 e 29 anos são nem-nem. Esse contingente gera uma perda de até 10 pontos porcentuais no que poderia expandir a economia brasileira. “Em vez de gerar 40% de crescimento a mais, geraria 30%”, afirmou o especialista.

De acordo com o Estadão, as mulheres nem-nem têm maior peso na projeção feita por Tafner. Para ele, isso ocorre porque elas são, em média, mais escolarizadas do que os homens e porque a taxa de participação dos jovens no mercado de trabalho aumenta conforme a escolaridade.

+ Relatório da OCDE mostra que 36 milhões de jovens no Brasil não estudam e não trabalham

Em contrapartida, dados do IBGE de dezembro mostram que as mulheres entre 15 e 29 anos que nem estudam nem trabalham eram cerca de 7 milhões em 2022, representando 63,4% de um total de nem-nem. Dessas, 2 milhões estavam cuidando de parentes e dos afazeres domésticos.

O trabalho doméstico informal não é calculado como fator de produtividade para a economia, de acordo com Marcelo Neri, economista e diretor da Fundação Getulio Vargas (FGV Social). “As mulheres que cuidam dos filhos e dos idosos estão trabalhando. É um trabalho que existe e é importante, mas, em geral, não é considerado nas estatísticas e nem nas análises”, explicou Neri.

5 comentários
  1. Dante Pazzanese Lanna
    Dante Pazzanese Lanna

    Além dos 10% que eles não produzem, muito pior é o PIB que eles destroem atacando quem produz. Ataques negacionistas contra o agro, contra defensivos, contra o livre-mercado.

  2. Marciano Alaniz de Medeiros
    Marciano Alaniz de Medeiros

    A esquerda em festa quando vê esses números, é sinal que estão aumentando o número de seus eleitores…

  3. Daniel BG
    Daniel BG

    Uma música do Ultraje a Rigor: “A GENTE SOMOS INÚTIL”.

  4. Rui Carlos e Silva
    Rui Carlos e Silva

    Produzir ou estudar para que? Frutos de uma esquerda irresponsável, e vivem com vícios ao invés de virtudes, são pobres e cegos dependentes de um governo comunista que lhes são úteis por causa do voto.

  5. R Fortes
    R Fortes

    Obra do visionário Paulo Freire e das castas histéricas das UFederais.
    Alguns já terão falecido, mas outr(e)s contam com a apropriação imoral do dinheiro público nos próximos anos, surfando na aba da farra conduzida pelo “duende megalomaníaco”, para então, curtirem polpudas aposentadorias além mar.

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