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Economia

Ex-CEO da Americanas é solto na Espanha e entrega o passaporte

Miguel Gutierrez terá de se apresentar a cada 15 dias à Justiça de Madri

Em junho de 2023, o ex-CEO da Americanas prestou depoimento à Polícia Federal | Foto: Reprodução/Redes sociais
Em junho de 2023, o ex-CEO da Americanas prestou depoimento à Polícia Federal | Foto: Reprodução/Redes sociais

O ex-CEO da Americanas Miguel Gutierrez está fora da prisão desde a manhã deste sábado, 29. Ele havia sido detido pela polícia espanhola depois de entrar na lista da Interpol — a pedido da Polícia Federal. A prisão preventiva foi decretada pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Ele entregou o passaporte e terá de se apresentar a cada 15 dias.

Miguel Gutierrez passou o último dia prestando depoimentos às autoridades espanholas e foi liberado hoje para retornar à sua residência. Há um ano, o empresário vive em Madri com sua esposa, aproveitando a dupla cidadania.

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Ex-CEO da Americanas tem cidadania espanhola

A investigação sobre fraudes contábeis bilionárias nos balanços da Americanas está em andamento. A Polícia Federal suspeita que Gutierrez tenha liderado essas fraudes. Ele comandou o gigante do varejo por duas décadas.

Em nota, a defesa de Miguel Gutierrez afirma que, “na data de ontem, o executivo compareceu espontaneamente ante as autoridades policiais e as autoridades jurisdicionais com o fim de prestar os esclarecimentos oportunos”.

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A defesa também destacou que, “agora, com o acesso aos autos, Miguel Gutierrez terá a oportunidade de exercer sua defesa de modo técnico”. O empresário reitera sua confiança nas autoridades.

Os advogados declararam que o ex-CEO da Americanas “jamais participou ou teve conhecimento de qualquer fraude e que vem colaborando com as autoridades, prestando os esclarecimentos devidos nos foros próprios”.

Extradição de Miguel Gutierrez para o Brasil é improvável, segundo especialistas

Miguel Gutierrez deve permanecer no país europeu. Por ter cidadania espanhola, a extradição do executivo para o Brasil é improvável, segundo advogados. Ele é acusado de lavagem de dinheiro, uso de informação privilegiada e manipulação do mercado

“O Brasil vai pedir a extradição, mas a Espanha não deve dar”, disse o criminalista Cezar Roberto Bitencourt ao jornal Folha de S.Paulo. “Há uma exigência normal entre os países democráticos que leva em conta a reciprocidade.”

A Justiça brasileira trabalha no processo de extradição, juntamente da Polícia Federal (PF), do Ministério da Justiça e do Itamaraty. O Brasil não extradita cidadãos brasileiros, ainda que condenados em outros países. Então, dificilmente a Espanha agiria diferente.

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