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Economia

Fitch mantém nota de crédito do Brasil com perspectiva negativa

O degrau do rating mantém o Brasil no grupo de países considerados teoricamente mais arriscados para investidores

A agência de classificação de risco Fitch Rating
Fachada da Fitch Rating | Foto: Reprodução/Flickr

A agência de classificação de risco Fitch Ratings anunciou, na terça-feira 14, que a nota de crédito soberano do Brasil em moeda estrangeira está mantida em BB-, com perspectiva negativa, o que reflete riscos à economia, às finanças públicas e à trajetória da dívida.

O degrau do rating mantém o Brasil no grupo de países considerados teoricamente mais arriscados para investidores — o chamado “grau especulativo”.

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“Incertezas fiscais, elevada inflação e volatilidade do real vão pesar sobre a economia em 2022 e aumentar o risco de uma recessão total, enquanto os custos de empréstimos soberanos mais altos, junto com um déficit primário mais elevado, levarão a uma deterioração renovada das finanças públicas em 2022”, informou a Fitch, em comunicado.

Ainda segundo a agência de classificação, “riscos de baixa poderiam ser exacerbados por uma corrida eleitoral potencialmente polarizadora em 2022”.

A Fitch informa, por outro lado, que o Brasil tem uma economia pujante e diversificada, alta renda per capita em relação aos pares e boa capacidade para absorver choques externos, com base em uma taxa de câmbio flexível, reservas internacionais robustas e status de credor externo soberano líquido.

De acordo com as projeções da Fitch, o crescimento da economia brasileira em 2022 vai desacelerar de forma significativa, recuando para 0,5%, depois de uma expansão estimada em 4,8% em 2021.

A agência chama atenção para a questão fiscal. Segundo a Fitch, o déficit do governo federal cairá para 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) — chegou a 14% em 2020 —, mas deve subir para 8% em 2022.

“As perspectivas de consolidação fiscal de médio prazo serão influenciadas pelo resultado das eleições de 2022″, diz o relatório da agência. “Embora a Fitch presuma que o próximo governo cumpra o teto de gastos, mudanças adicionais no teto não podem ser descartadas. Dado o baixo nível de gastos discricionários e a crescente rigidez orçamentária com a introdução do Auxilio Brasil, outras reformas podem ser necessárias para conter os gastos obrigatórios a fim de cumprir o teto de gastos de maneira sustentada.”

Com informações da Reuters

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