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Economia

Quem é Gabriel Galípolo, presidente designado do Banco Central

Chamado por Lula de 'menino de ouro', o atual diretor do BC já foi professor, presidente de banco e número dois do ministro da Fazenda

O diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo | Pedro França/Agência Senado
O diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo | Pedro França/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou nesta quarta-feira, 28, o economista Gabriel Galípolo como próximo presidente do Banco Central do Brasil.

O diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo | Pedro França/Agência Senado
O diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo | Pedro França/Agência Senado

Galípolo, 42 anos, é formado em Ciências Econômicas e mestre em Economia Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde também foi professor nos cursos de graduação entre 2006 e 2012.

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Além disso, lecionou no MBA de PPPs e Concessões da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Entre 2017 e 2021 foi presidente do Banco Fator.

Saiba mais: Lula indica Gabriel Galípolo para Presidência do Banco Central do Brasil

O economista é também membro dos Conselhos Superior de Economia e de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e pesquisador sênior do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).

Em 2023 foi indicado pelo presidente Lula como diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil.

Antes desse cargo, Galípolo era o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, o segundo cargo mais importante da pasta após o ministro.

Saiba mais: ‘Me expressei mal’, afirma Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do BC

O primeiro cargo no setor público foi em 2007, durante o governo de José Serra (PSDB) em São Paulo, quando o economista foi chefe da Assessoria Econômica da Secretaria de Transportes Metropolitanos.

Em 2008 foi diretor da Unidade de Estruturação de Projetos da Secretaria de Economia e Planejamento do estado de São Paulo.

Durante a presidência do Banco Fator, Galípolo conduziu uma série de estudos para a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), processo que iniciou em 2018 e que gerou uma arrecadação de R$ 22,6 bilhões para os cofres públicos.

Futuro presidente do Banco Central é heterodoxo moderado

Considerado um defensor de ideias econômicas heterodoxas, Galípolo tem também um perfil moderado.

Em várias ocasiões se mostrou favorável a atuação do Estado como propulsor do desenvolvimento econômico, mas mantendo sempre posições conciliatórias.

Saiba mais: Galípolo esquenta os motores no Banco Central

Autor de três livros junto ao economista Luiz Gonzaga Belluzzo, Manda quem pode, obedece quem tem prejuízo (2017); A escassez na abundância capitalista (2019) e Dinheiro: o poder da abstração real (2021), foi um dos fundadores da Faculdade de Campinas (Facamp), que oferece principalmente cursos de economia.

No ano passado, Galípolo se declarou contrário a lei do teto de gastos públicos, declarando que o problema do Brasil não é o tamanho do Estado, e sim a má qualidade da arrecadação e do gasto público.

‘Menino de ouro’ do Lula

Em uma entrevista recente para à rádio Itatiaia, Galípolo foi definido como “menino de ouro” pelo presidente Lula.

“O Galípolo é um menino de ouro. Se tem um menino de ouro é Galípolo. Competentíssimo, de uma honestidade ímpar. Obviamente ele tem todas as
condições para ser presidente do Banco Central. Mas nunca conversei com ele,
nunca falei com ele [sobre isso]”, declarou Lula na ocasião.

Durante a campanha eleitoral de 2022 Galípolo foi o responsável para aproximar Lula da Faria Lima.

O banqueiro organizou uma série de encontros entre representantes do mercado financeiro e o então candidato do PT, ganhando a confiança de Lula.

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