O custo para importar gasolina registrou forte alta nas últimas semanas e ampliou a pressão sobre os preços praticados no Brasil. Estimativa da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) indica aumento de 61% desde o início da guerra no Oriente Médio.
A disparada ocorre em meio à valorização do petróleo no mercado internacional. Com isso, agentes do setor passaram a considerar um possível ajuste nas refinarias, condicionado a eventual redução de impostos sobre o combustível.
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Dados da ANP mostram que o preço de paridade de importação da gasolina saltou de R$ 2,45 para R$ 3,95 por litro. O indicador simula quanto custaria trazer o produto do exterior e serve de referência para o setor.
Apesar desse avanço, a Petrobras ainda não alterou o preço da gasolina desde o início da guerra. No mercado, analistas avaliam que a estatal pode aguardar medidas tributárias antes de qualquer movimento.
Na abertura do pregão mais recente, o valor médio nas refinarias da empresa ficou R$ 1,51 por litro abaixo da paridade calculada pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
Governo avalia impostos, e mercado projeta cenário internacional
O governo Lula discute o uso de receitas extraordinárias geradas pela alta do petróleo para reduzir tributos sobre gasolina e etanol. Representantes oficiais trataram do tema, mas não detalharam valores nem prazos.
Movimento semelhante ocorreu com o diesel. Na ocasião, o governo zerou PIS/Cofins, e a Petrobras elevou o preço em R$ 0,38 por litro. O aumento superou a renúncia fiscal, estimada em R$ 0,32 por litro.
No cenário internacional, analistas projetam manutenção de preços elevados. A incerteza sobre o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã sustenta o valor do petróleo em níveis altos. Mesmo com uma solução diplomática, especialistas avaliam que o mercado levaria tempo para se estabilizar.
Estimativa do banco Scotiabank revela que o barril Brent poderia recuar para a faixa entre US$ 80 e US$ 85 em caso de acordo. Ainda assim, o patamar permaneceria acima das projeções anteriores, que variavam entre US$ 60 e US$ 70. Atualmente, a cotação supera US$ 100.
Subvenção tenta sustentar oferta de diesel no país
O diesel concentrou as primeiras medidas do governo por causa da dependência externa. O Brasil importa cerca de 30% da demanda, o que levou à criação de um programa de subvenção para estimular compras no exterior.
A iniciativa prevê pagamento de R$ 1,52 por litro para empresas que vendam o produto abaixo de um teto definido pela ANP. O programa, contudo, ainda não atraiu grandes companhias do setor.
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No caso da gasolina, as importações representam cerca de 10% do consumo interno. O mercado conta com a possibilidade de substituição parcial por etanol, o que reduz o risco imediato de desabastecimento.





































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