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Economia

Gestão Lula fecha fevereiro com rombo de R$ 30 bi

Tesouro Nacional registra saldo negativo de R$ 60,4 bilhões no acumulado de 12 meses

Folha alerta para 'grande risco de instabilidade econômica' com gastança de Lula
A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou uma queda de R$ 1 bilhão em dividendos e participações recebidos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo Lula encerrou o segundo mês de 2026 com um saldo negativo de R$ 30 bilhões. O resultado reflete a persistente dificuldade em equilibrar a fatura pública, embora o montante tenha ficado ligeiramente abaixo do rombo registrado no mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 31,6 bilhões. Quando observado o intervalo dos últimos 12 meses, o prejuízo acumulado chega à marca de R$ 60,4 bilhões.

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A composição do déficit de fevereiro revela que o Regime Geral de Previdência Social permanece como o principal gargalo, apresentando um buraco de R$ 22,4 bilhões. O Tesouro Nacional e o Banco Central, em conjunto, contribuíram para o saldo negativo com outros R$ 7,6 bilhões.

A aceleração dos custos operacionais do Estado foi um fator determinante para o desempenho de fevereiro. As despesas totais sofreram uma elevação real de 3,1%. Esse incremento foi puxado, sobretudo, pela expansão de R$ 5,4 bilhões em áreas em que o governo possui maior liberdade de manejo, as chamadas despesas discricionárias.

Dentro desse grupo, a educação demandou R$ 3,4 bilhões adicionais, com a conclusão de repasses para o programa Pé-de-Meia“. A saúde também registrou um aumento de R$ 1,4 bilhão no itinerário de pagamentos do mês. Somam-se a isso os custos com pessoal e encargos sociais, que subiram R$ 2,2 bilhões devido aos reajustes salariais para servidores implementados em 2025. Na Previdência, o reajuste do salário mínimo e o maior contingente de segurados elevaram o custo em R$ 1,7 bilhão.

Arrecadação sob efeito de decretos

Pelo lado das receitas, o governo obteve um ingresso líquido de R$ 153,1 bilhões em fevereiro, uma alta real de 5,6% ante o ano passado. O desempenho foi sustentado por alterações tributárias, como o aumento na cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras via Decreto 12.499/2025, que rendeu R$ 2,3 bilhões extras. Outros R$ 2,3 bilhões vieram da Cofins, que reflete o consumo.

Entretanto, a gestão Lula enfrentou uma queda de R$ 1 bilhão em dividendos e participações recebidos. O recuo ocorreu logo que o Banco do Nordeste cessou repasses feitos anteriormente e a Petrobras reduziu o volume de lucros distribuídos à União. O Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido também apresentaram retração de R$ 701 milhões e R$ 671 milhões, respectivamente.

Balanço do primeiro bimestre

Com a conclusão dos dados de janeiro e fevereiro, o governo central ostenta um superávit acumulado de R$ 56,9 bilhões no primeiro bimestre de 2026. No entanto, esse saldo positivo deve-se exclusivamente ao desempenho de janeiro, logo que o Tesouro e o Banco Central acumulam R$ 99,9 bilhões no verde, enquanto a previdência social já amarga um déficit bimestral de R$ 43,1 bilhões.

O aumento real da despesa acumulada no ano atinge 3%, mantendo-se ligeiramente acima do avanço da receita líquida, que cresceu 2,8% no mesmo intervalo. A estratégia arrecadatória tem dependido de depósitos judiciais e ingressos via transação tributária para atenuar a queda na arrecadação com exploração de recursos naturais, prejudicada pela valorização do real e pela menor cotação do petróleo no mercado internacional.

Leia também: “Nikolas rebate acusações de Janja e critica PL da Misoginia”

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1 comentário
  1. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Sem novidades o roubo é generalizado…

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