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Economia

Gestora de ativos chinesa está insolvente, com passivos de até US$ 64 bi

Em nota publicada nesta quarta-feira, 22, o Grupo Zhongzhi Enterprise divulgou seus dados financeiros

Contas públicas da China
Contas públicas da China

O Grupo Zhongzhi Enterprise da China, gestora de ativos, disse que está altamente “insolvente”, com passivos de até US$ 64 bilhões. É mais do que o dobro de seus ativos.

O grupo, que é uma das principais gestoras de investimentos do país asiático, está lidando com uma crise severa no setor imobiliário.

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A gestora insolvente tem uma exposição considerável ao setor imobiliário da China. Em carta, a companhia pediu desculpas aos seus investidores, na qual dizia ter passivos totais de cerca de ¥ 420 bilhões a ¥ 460 bilhões (US$ 58 bilhões a 64 bilhões).

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Estima-se que os ativos totais da empresa sejam cerca de ¥ 200 bilhões de yuan (US$ 27 bilhões). É menos que a metade de seus passivos.

Os problemas crescentes na Zhongzhi podem reacender preocupações sobre o efeito cascata da crise da dívida imobiliária no mercado financeiro chinês. Desde 2020, o setor, altamente endividado, tem sofrido com uma crise de liquidez.

gestora chinesa insolvente passivos
Altas dívidas e defaults de empresas chinesas comprovam momento difícil para o setor imobiliário país | Foto: PublicDomainPictures/Pixabay

As inadimplências de incorporadoras chinesas têm prejudicado o crescimento econômico e abalado os mercados globais.

Empresa controlada por gestora chinesa não pagou seus investidores em julho

Sinais de problemas no grupo chinês surgiram em julho, quando a Zhongrong International Trust Co não efetuou pagamentos em dezenas de produtos de investimento. A companhia é uma importante empresa de confiança controlada pela Zhongzhi.

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Em carta, a Zhongzhi informou que, como os ativos do grupo estavam concentrados em dívidas de longo prazo e investimentos em ações.

“Inspeções iniciais mostram que o grupo está seriamente insolvente e tem riscos operacionais significativos contínuos”, afirmou a companhia. Os recursos disponíveis para pagamento de dívidas a curto prazo são muito menores que a escala geral de dívidas do grupo.”

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