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Economia

Governo deve apelar ao estoque regulador de alimentos

Em meio ao descontrole sobre a inflação, Brasília vê medida como alternativa de combate à subida de preços

O presidente da Conab, Edegar Pretto: compra de arroz, feijão e milho para futuro aumento de oferta | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente da Conab, Edegar Pretto: compra de arroz, feijão e milho para futuro aumento de oferta | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pode gastar R$ 350 milhões para ampliar os estoques de grãos no Brasil. O objetivo é usar a medida como estratégia no sentido de regular a oferta e tentar conter a inflação dos alimentos. Entre os itens que o governo pretende comprar estão o milho, o arroz e o feijão.

Atualmente, as regras de aquisição direcionam-se principalmente à garantia de obtenção de renda por parte do produtor rural. O mecanismo, contudo, não favorece a formação de estoques estratégicos. Conforme o presidente da Conab, Edegar Pretto, a proposta é criar, assim, uma dinâmica que permita ao governo comprar grãos nos momentos de baixa dos preços. Dessa forma, evitariam-se impactos negativos no mercado.

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Governo fala em proteção ao produtor

Pretto esclarece que “atualmente, as regras servem para proteger a renda do produtor e não para formar estoques, então quando se fala em preços mínimos é para garantir a renda ao produtor, o que é correto”. O dirigente acrescenta, no entanto, haver a necessidade de maior flexibilidade. 

“A ideia é que a gente tenha um mecanismo que permita ao governo comprar na baixa, sempre na baixa, para não fazer os preços subirem”, disse o presidente da Conab em entrevista à agência Reuters, nesta segunda, 10, de acordo com reportagem do jornal Gazeta do Povo.

A formação de estoques públicos de alimentos era uma promessa do atual presidente Lula da Silva desde a campanha de 2022. A iniciativa contraria políticas agrícolas dos últimos governos. Embora a compra de grãos ajude a evitar alta expressiva nos preços, também pode impedir que os alimentos fiquem mais baratos em momentos de grande oferta.

Do total de R$ 350 milhões previstos para as compras, Pretto diz que R$ 189 milhões já estão assegurados. “Posso garantir que não entraremos em momentos de alta [de preços], porque não se formam estoques, em nenhum lugar do mundo, com tendências de alta. É nos momentos de alta que você se desfaz dos estoques.”

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